O Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) completa 44 anos ampliando sua atuação científica no continente gelado. Segundo informações publicadas pelo Defesa em Foco, o número de projetos apoiados cresceu 85,7% nos últimos cinco anos, reforçando a presença do Brasil na Antártica.
De acordo com a publicação, o programa passou de 49 pesquisadores em 2021/2022 para 185 em 2025/2026, com avanço da participação feminina de 15 para 88 pesquisadoras. Nesse período, os recursos mantiveram média anual de R$ 6,3 milhões, considerando orçamento e emendas parlamentares.
A expansão ocorre com suporte logístico coordenado pela Marinha do Brasil, que opera navios, a Estação Antártica Comandante Ferraz e meios de transporte e comunicação essenciais à pesquisa.
Crescimento de projetos e participação ampliada
Nos últimos cinco anos, o PROANTAR registrou aumento de 85,7% no número de projetos científicos apoiados, conforme os dados citados pelo Defesa em Foco. O contingente de pesquisadores vinculados ao programa avançou de 49 (2021/2022) para 185 (2025/2026), com destaque para a evolução da presença feminina, que passou de 15 para 88 pesquisadoras. Os cientistas envolvidos estão ligados a 20 instituições distribuídas por dez estados das cinco regiões do país.
Apesar do salto, a publicação informa que não houve ajuste significativo no investimento, que permanece em média em R$ 6,3 milhões por ano, somando orçamento e emendas parlamentares.
Seleção e integração entre ciência, meio ambiente e logística
Os projetos do PROANTAR são selecionados por mérito científico pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Após a seleção, as necessidades científicas, logísticas e ambientais são apresentadas para que o programa concilie os objetivos das pesquisas com os meios disponíveis e com as exigências de proteção do ambiente antártico.
Marinha do Brasil: navios, estação e segurança na Antártica
Desde 1982, a Marinha do Brasil é o braço logístico do PROANTAR. O Navio Polar “Almirante Maximiano” e o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” transportam combustíveis, gêneros, equipamentos, cientistas e o grupo-base responsável pela operação da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).
O apoio inclui embarcações, helicópteros, acampamentos, transporte de suprimentos, comunicações, manutenção e segurança. Segundo a publicação, o atual grupo-base é formado por 17 militares, que chegaram à Antártica em outubro do ano passado e permanecem até outubro deste ano, quando serão substituídos.
Presença brasileira e próximos passos
O Brasil aderiu ao Tratado da Antártica em 1975 e tornou-se membro com direito a voto em 1983, um ano após a criação do PROANTAR. Inaugurada em fevereiro de 1984, na Ilha Rei George, a EACF tem capacidade para abrigar até 64 pessoas, em sua maioria pesquisadores, com laboratórios e infraestrutura para dar continuidade às campanhas brasileiras no continente.
Para a 45ª Operação Antártica (OPERANTAR), com início previsto para outubro de 2026, o CNPq selecionou 29 projetos em áreas como mudanças climáticas e eventos extremos, biodiversidade, ecossistemas terrestres e marinhos, saúde humana, patógenos e biotecnologia, conforme informou o Defesa em Foco.




