Pesquisadoras da Universidade de São Paulo visitaram o Centro de Análises de Sistemas Navais da Marinha do Brasil em 28 de agosto, em agenda voltada ao estudo de como a inovação e o desenvolvimento tecnológico ocorrem em projetos navais. O objetivo central é ampliar a autonomia tecnológica, observando não apenas produtos finais, mas os processos que os viabilizam.
Segundo informações do CASNAV, a parceria entre Marinha e USP busca entender de que forma diferentes organizações e áreas do conhecimento se articulam para transformar pesquisa em soluções aplicadas. Para orientar a análise, o Sistema de Gerenciamento de Combate (SGC) foi selecionado como projeto-piloto, por seu caráter estratégico para a prontidão operacional e a autonomia tecnológica.
Participaram da visita representantes do CEPID BRIDGE (Building Radical Innovation and Disruption for Global Ecosystems), centro apoiado pela Fapesp e sediado na FEA-USP. A presença do grupo destaca a abordagem multidisciplinar da iniciativa.
SGC no centro da análise de processos
A escolha do SGC permite observar uma etapa menos visível do desenvolvimento de sistemas navais: a coordenação necessária para transformar conhecimento e pesquisa em uma solução tecnológica. O projeto-piloto ajuda a mapear como atores, competências e organizações se conectam ao longo do ciclo de desenvolvimento, com foco em fortalecer a autonomia tecnológica.
SISTRAM 6 amplia o escopo da pesquisa
Durante a agenda no CASNAV, as pesquisadoras também conheceram o Sistema de Informações sobre o Tráfego Marítimo (SISTRAM 6). A plataforma serviu como referência adicional para analisar processos de desenvolvimento de soluções e a interação da Marinha com diferentes instituições. A experiência incluiu a observação da articulação com forças navais de países parceiros, ampliando o campo de análise sobre cooperação e uso operacional.
Coordenação para reduzir dependências tecnológicas
O estudo evidencia a importância de coordenar pesquisa científica, organizações militares, indústria, fornecedores e múltiplas áreas do conhecimento. Segundo a análise apresentada, aprimorar esses processos pode contribuir para reduzir dependências tecnológicas e ampliar a capacidade de converter conhecimento em soluções alinhadas às necessidades da Marinha, além de fortalecer o monitoramento e a proteção da Amazônia Azul.




