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ANP arremata sete blocos do pré-sal e prevê R$ 778,4 milhões em exploração

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) arrematou sete blocos do pré-sal em leilão realizado em 7 de outubro de 2026, no Rio de Janeiro. As áreas ficam nas bacias de Campos e Santos e somam R$ 778,4 milhões em investimentos exploratórios mínimos previstos para a primeira fase dos contratos.

O resultado amplia a área sob o regime de partilha de produção, mas não significa que as quantias já tenham sido investidas nem que os blocos produzirão petróleo. Ainda será necessário avançar nas etapas regulatórias e realizar atividades de exploração para avaliar o potencial de cada área.

Sete blocos nas bacias de Campos e Santos

Na Bacia de Campos, foram arrematados Magnetita, Hematita e Azurita. Na Bacia de Santos, os vencedores foram Jade, Cruzeiro do Sul, Rubi e Rodocrosita. Segundo a ANP, este foi o ciclo com maior número de blocos arrematados desde o início da Oferta Permanente de Partilha.

A Petrobras venceu integralmente Azurita e Cruzeiro do Sul. A Prio Forte arrematou Magnetita e Hematita. Jade ficou com um consórcio formado pela CNOOC Petroleum, com 70%, e pela Sinopec, com 30%. A Equinor Brasil venceu Rubi e participa com 70% do consórcio vencedor de Rodocrosita, ao lado da Galp Energia Brasil.

Investimento exploratório e bônus são valores distintos

Além dos R$ 778,4 milhões em compromissos exploratórios mínimos, o edital prevê R$ 530,5 milhões em bônus de assinatura. O investimento corresponde a obrigações futuras de exploração previstas na primeira fase dos contratos. O bônus é um valor associado aos blocos arrematados, com pagamento previsto conforme o cronograma da ANP.

No regime de partilha, as empresas podem recuperar custos reconhecidos por meio do chamado custo em óleo. O excedente em óleo restante é dividido entre os contratados e a União, segundo percentuais definidos no contrato. A ANP informou que as propostas vencedoras superaram os mínimos estabelecidos, com ágio médio de 108,38%. A parcela destinada à União depende de haver produção e excedente, portanto não é uma receita imediata garantida pelo leilão.

Expansão da área exploratória

Com os blocos, a área exploratória abrangida pelo regime de partilha deverá crescer 58%, de cerca de 24,8 mil para 39,2 mil quilômetros quadrados, segundo a ANP. Esse aumento representa uma extensão maior sujeita a atividades de exploração, não uma comprovação de novas reservas recuperáveis ou de produção futura.

O contexto ajuda a explicar o interesse pelas áreas marítimas: em agosto de 2026, 98,1% do petróleo produzido no Brasil veio de campos offshore. No mesmo mês, o país produziu 4,615 milhões de barris de petróleo por dia. Esse percentual se refere apenas ao petróleo; já os 82,6% atribuídos ao pré-sal consideram a produção combinada de petróleo e gás natural, em barris de óleo equivalente.

Próximas etapas

O cronograma oficial prevê adjudicação e homologação até 18 de novembro de 2026, pagamento dos bônus até 30 de dezembro de 2026 e assinatura dos contratos de partilha até 26 de fevereiro de 2027, condicionada ao cumprimento das etapas regulatórias. As datas podem ser alteradas. Até a conclusão dessas etapas e dos trabalhos exploratórios, não há estimativa oficial de produção adicional, plataformas ou empregos atribuídos especificamente aos sete blocos.

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