O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apresentaram, em 28 de outubro de 2026, um estudo sobre a infraestrutura de seis portos brasileiros para atender a futuros projetos de energia eólica offshore, gerada por turbinas instaladas no mar.
O diagnóstico foi elaborado em cooperação com a Agência Dinamarquesa de Energia e contempla Pecém, Suape, Porto Central, Açu, Imbituba e Rio Grande. A avaliação pode subsidiar o planejamento portuário, mas não representa escolha definitiva de terminais, autorização de obras ou aprovação de investimentos.
Quais portos foram avaliados
O estudo examina as condições dos seis portos e as adaptações que podem ser necessárias para apoiar a instalação e a operação de empreendimentos eólicos offshore. A logística envolve a movimentação de componentes de grandes turbinas e a conexão entre as áreas portuárias e os locais de instalação no mar.
Entre os fatores considerados estão requisitos de cais, áreas operacionais e de segurança e adequações físicas. As exigências podem variar conforme as dimensões das turbinas e a distância dos projetos em relação à costa.
Estudo não define obras nem investimentos
As informações divulgadas não detalham as intervenções necessárias em cada terminal, seus custos ou prazos. Também não apresentam conclusões individualizadas suficientes para classificar os portos por nível de preparo.
Assim, a inclusão de um porto no diagnóstico significa que suas condições foram avaliadas, não que ele já disponha de toda a infraestrutura exigida. O relatório técnico integral, com premissas de demanda e resultados específicos por terminal, não foi disponibilizado para esta reportagem.
O estudo pode oferecer subsídios para decisões futuras de autoridades portuárias, operadores e investidores sobre a infraestrutura ligada à energia eólica no mar. A apresentação do diagnóstico, por si só, não confirma a construção de parques, a contratação de obras ou a destinação de recursos aos portos analisados.




