Uma pesquisa apresentada à Escola de Guerra Naval em 2025 analisa como a formação e o emprego de profissionais influenciam a proteção cibernética de ativos críticos da Marinha do Brasil. O estudo, de autoria do Capitão de Corveta (T) Leonardo Azevedo Eduardo, combina revisão documental com respostas de militares e civis ligados à área.
O levantamento reuniu 64 participantes, dos quais 58 disseram atuar diretamente no setor cibernético. Entre esses 58, 20 relataram ter participado de exercícios cibernéticos, um dado que aponta para a necessidade de examinar a relação entre cursos e treinamento aplicado.
O que o levantamento permite concluir
Intitulada Capacitação e emprego operacional no ECiber-MB: desafios na proteção de ativos críticos, a monografia aborda formação, exercícios e valorização profissional. As respostas ajudam a identificar percepções dos participantes, mas não representam automaticamente todos os profissionais da Marinha nem constituem uma auditoria dos sistemas da Força.
A participação em um curso, por si só, não mede prontidão operacional. A atuação em situações práticas também envolve procedimentos, atualização de conhecimentos, integração entre equipes e capacidade de tomar decisões. O estudo não apresenta testes técnicos independentes que permitam classificar a prontidão cibernética de toda a Marinha.
Treinamento e permanência de especialistas
Entre os temas relatados estão a continuidade da capacitação e a experiência em exercícios. A pesquisa também registra preocupações com trajetórias técnicas, incentivos à permanência e reconhecimento de competências específicas. Essas percepções não equivalem a uma medição de evasão ou à comprovação de perda de profissionais.
O autor propõe aperfeiçoar a governança cibernética, ampliar o adestramento prático e integrar organizações. Também sugere envolver estruturas locais de tecnologia da informação na formação e adotar medidas de valorização e retenção. A monografia examina ainda a possibilidade de estruturas dedicadas a treinamento contínuo e exercícios integrados.
Recomendações acadêmicas, não decisões anunciadas
As medidas são propostas do autor e não decisões administrativas que a Marinha tenha anunciado ou implementado. A pesquisa contribui para o debate sobre o papel dos profissionais na proteção de sistemas e infraestruturas críticas, mas seus resultados devem ser interpretados dentro dos limites do grupo consultado.
A monografia foi apresentada à Escola de Guerra Naval em 2025 e pode ser consultada no Repositório Institucional da Marinha do Brasil. Suas interpretações e recomendações pertencem ao autor e não representam necessariamente a posição institucional da Marinha.




