A Voyager 1, da NASA, deverá alcançar em 18 de novembro de 2026 a distância de um dia-luz da Terra, equivalente a aproximadamente 25,9 bilhões de quilômetros. Será o primeiro objeto construído pela humanidade a atingir essa marca, prevista para cerca de 7h16min07s no horário de Brasília.
Um dia-luz é a distância que a luz percorre em 24 horas, não a velocidade da sonda. Quando a Voyager 1 chegar a essa referência, um sinal de rádio enviado da Terra levará cerca de um dia para alcançá-la. Uma resposta imediata faria o percurso de ida e volta durar aproximadamente 48 horas, sem contar o tempo de processamento e execução dos comandos.
Um marco de distância, não uma mudança na missão
A data foi calculada com base na trajetória e na distância da espaçonave em relação à Terra. O marco não corresponde a uma manobra ou alteração física específica: é uma referência que ilustra a escala da distância e o desafio de operar uma missão no espaço profundo.
A demora nas comunicações exige que as equipes planejem as operações com antecedência. A rede de antenas de espaço profundo da NASA permite acompanhar sondas distantes, mas não elimina o tempo necessário para os sinais atravessarem bilhões de quilômetros.
Quase cinco décadas no espaço
Lançada em 5 de setembro de 1977, a Voyager 1 cruzou a heliopausa em 2012 e passou a operar no espaço interestelar. Essa fronteira marca a saída da região dominada pelo vento solar, mas não significa que a sonda tenha escapado completamente da influência gravitacional do Sol.
A espaçonave é alimentada por geradores termoelétricos de radioisótopos, que transformam em eletricidade o calor produzido pelo decaimento de material radioativo. Como a energia disponível diminui gradualmente, a NASA tem desligado instrumentos e adaptado a operação para preservar sistemas essenciais.
Comunicação retomada após interrupção temporária
Em atualização divulgada em 29 de outubro de 2026, a NASA informou que a sonda passou por uma interrupção temporária de comunicação nos dias 18 e 19 daquele mês. O sinal voltou a ser recebido em 20 de outubro, e a agência investigava o episódio. Segundo a informação divulgada, a ocorrência não alterava a previsão para o marco de novembro.
A chegada a um dia-luz será uma referência histórica, mas não determina o fim da missão. A continuidade das operações dependerá da energia disponível e do estado dos sistemas. A NASA também projeta que a Voyager 2 alcance essa distância em 2035.




