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BAE Systems apresenta na Euronaval canhões modulares de 40 mm contra drones e mísseis

A BAE Systems apresentou em 3 de novembro de 2026, durante a feira Euronaval, na França, uma família de sistemas navais de 40 mm voltada à defesa contra drones, mísseis e ameaças de superfície. A linha, chamada Sea Tridon, reúne quatro configurações baseadas no canhão Bofors e na munição programável 3P.

As opções variam no modo de instalação e nos recursos de detecção e controle de tiro. Entre elas estão uma versão conteinerizada e o Sea Trinity, equipado com radar integrado e apresentado para missões de defesa aproximada.

Segundo informações divulgadas pela BAE Systems, a proposta é oferecer alternativas com diferentes níveis de integração. O lançamento tem relação com o Brasil, que já utiliza o Bofors 40 Mk4 e encomendou duas unidades adicionais em 2026, mas não anunciou a aquisição dos novos Sea Tridon.

Quatro configurações partem de uma base comum

O Sea Tridon combina um canhão Bofors de 40 mm com sensores eletro-ópticos e controle de tiro integrado. A fabricante também apresentou o Sea Tridon C, instalado em contêiner e concebido para facilitar o transporte e a adaptação a plataformas compatíveis.

A configuração conteinerizada não elimina a necessidade de avaliar a instalação em cada embarcação. Entre os aspectos a considerar estão a estrutura do convés, a alimentação elétrica, as comunicações, os campos de tiro e as autorizações aplicáveis. A apresentação não significa que o sistema tenha sido autorizado de forma geral para uso em navios comerciais.

Já o Sea Trinity combina o canhão de 40 mm e a munição 3P com um sistema de controle de tiro por radar. A BAE o descreve como uma opção de defesa aproximada, ou CIWS, para enfrentar drones, mísseis e outras ameaças rápidas. O material divulgado não apresenta resultados independentes de interceptações reais de mísseis por essa nova configuração.

Munição programável é usada nas soluções da família

As quatro configurações têm como elemento comum a munição Bofors 3P. Segundo a empresa, sua espoleta pode ser programada antes do disparo em seis modos, para adaptar o emprego da munição a diferentes tipos de alvo e situações.

A programação amplia as possibilidades de uso, mas não garante, por si só, que um alvo seja atingido ou neutralizado. O resultado depende, entre outros fatores, do acompanhamento do alvo, da solução de tiro, das condições ambientais e das características da ameaça.

A família também inclui o Bofors 40 Mk4, um canhão naval compacto concebido para integração aos sistemas de combate dos navios e que já tem histórico de fornecimento e utilização. Ele se diferencia das novas configurações Sea Tridon por ser um modelo já empregado por operadores navais.

Marinha do Brasil tem encomendas do Mk4, não do Sea Tridon

Em julho de 2026, a BAE Systems anunciou uma encomenda brasileira de dois canhões Bofors 40 Mk4 vinculada ao programa de navios-patrulha PRONAPA. A relação com a Marinha vem de antes: em 2015, a fabricante divulgou um contrato de cinco unidades do modelo para o Brasil.

Essas encomendas demonstram uma relação da Marinha com a família Bofors de 40 mm, mas não confirmam a compra do Sea Tridon, do Sea Tridon C ou do Sea Trinity. A eventual adoção das novas versões dependerá de avaliações técnicas, requisitos operacionais, recursos disponíveis e decisões futuras.

A BAE apresenta a base tecnológica comum como uma possibilidade de ampliar a flexibilidade entre diferentes plataformas. A compatibilidade efetiva entre configurações, assim como os requisitos de manutenção, treinamento e integração, precisa ser avaliada para cada projeto naval.

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