O 52º Centro de Telemática (52º CT) realizou, em Fortaleza, nos dias 4 e 5 de novembro de 2026, o II Simpósio de Segurança da Informação. A programação abordou inteligência artificial, proteção de dados, infraestruturas críticas e soberania digital, além de incluir uma competição Capture The Flag (CTF) com desafios técnicos em ambiente controlado.
O encontro reuniu representantes das Forças Armadas, órgãos públicos, instituições de ensino e empresas. A combinação de palestras e exercícios práticos colocou em foco dois aspectos da cibersegurança: a discussão de riscos e políticas de proteção e a formação de profissionais capazes de analisar problemas técnicos.
Debates sobre dados, inteligência artificial e infraestruturas críticas
Na abertura, o General de Divisão Barreto, comandante da 10ª Região Militar, foi recebido pelo Coronel Cileno, chefe do 52º CT. No primeiro dia, Cileno tratou de riscos à segurança da informação e soberania digital. Omar Macedo, da Anatel, falou sobre infraestruturas críticas; o 2º Tenente Andrade, da Base Aérea de Fortaleza, abordou proteção de conhecimentos sensíveis, LGPD e inteligência artificial; e o delegado Julius César, da Polícia Civil do Ceará, apresentou boas práticas de cibersegurança.
Em 5 de novembro, Rafael Mota, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), discutiu segurança da informação e guerra cibernética. A programação também incluiu apresentações de Marcelo Soares, da GGTIC, sobre segurança corporativa; Ismael Júnior, da Arrow Security, sobre organizações públicas e privadas; e André da Rocha, da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), sobre o Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível.
CTF aproxima formação técnica de desafios práticos
Em uma competição Capture The Flag, ou CTF, os participantes resolvem desafios de segurança em um ambiente preparado para treinamento. As provas podem envolver raciocínio lógico, análise de evidências digitais e conhecimentos sobre sistemas, conforme a modalidade. A atividade é realizada sob regras definidas e não equivale a testar ou atacar serviços externos.
Segundo a classificação divulgada pelo 52º CT, o primeiro lugar ficou com Cícero, aluno do Colégio Militar de Fortaleza (CMF). O 3º Sargento Duarte, identificado com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ficou em segundo, e Mineiro, aluno do Instituto Militar de Engenharia (IME), em terceiro. O comunicado não detalhou categorias, pontuação, plataforma ou número de competidores.
Proteção da informação exige capacitação contínua
Proteger dados pessoais, conhecimentos sensíveis e sistemas essenciais envolve medidas como controle de acesso, gestão de riscos e capacitação. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais estabelece deveres para o tratamento de dados, enquanto a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) publica orientações sobre segurança da informação.
O simpósio promoveu troca de conhecimentos entre instituições e oportunidades de aprendizado prático. A realização do evento, por si só, não demonstra aumento da segurança de redes ou redução de incidentes. O comunicado também não anunciou novos sistemas, contratos ou acordos formais entre os participantes.




