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Naval Group leva fragatas, submarinos e drones à Euronaval 2026

A Naval Group apresentou na Euronaval 2026, realizada em Paris entre 3 e 6 de novembro, soluções para operações navais de alta intensidade. A oferta reúne fragatas, corvetas, submarinos, sistemas autônomos e tecnologias digitais.

Um dos eixos da apresentação foi o conceito de frotas híbridas, com navios tripulados atuando em conjunto com veículos não tripulados. A proposta busca integrar sensores e sistemas de comando, mas sua eficácia depende de fatores como comunicações, segurança cibernética e interoperabilidade.

As informações sobre os projetos foram divulgadas pela Naval Group e por fontes oficiais relacionadas aos programas. A apresentação combina equipamentos vinculados a contratos com tecnologias em desenvolvimento e conceitos que ainda não representam aquisições confirmadas.

Fragatas FDI e corvetas Gowind atendem a diferentes missões

Entre as plataformas de superfície, a fabricante destacou a família de fragatas FDI, projetada para missões antiaéreas, antissubmarino e antissuperfície. O projeto integra sensores e sistemas de combate e prevê a possibilidade de operar com veículos não tripulados.

Em agosto de 2026, a Suécia contratou quatro fragatas baseadas no projeto, destinadas à futura classe Luleå. Em 6 de novembro, a Saab anunciou um contrato de cerca de 2 bilhões de coroas suecas com a Naval Group para fornecer e integrar sensores e sistemas de armas aos navios. As entregas dos equipamentos estão previstas entre 2027 e 2034.

A Gowind, outra família apresentada, reúne navios de combate voltados à defesa naval e à segurança marítima. As embarcações utilizam o sistema de gerenciamento de combate SETIS e podem receber diferentes combinações de sensores e armamentos. Segundo a Naval Group, 11 unidades foram escolhidas por clientes internacionais.

Scorpène e Blacksword Barracuda ampliam a oferta submarina

No segmento submarino, a empresa apresentou o Blacksword Barracuda, projeto convencional derivado da experiência da família Barracuda. O submarino foi concebido para missões de longa distância e permanência prolongada no mar. Entre os recursos anunciados estão baterias de íons de lítio, voltadas a ampliar a flexibilidade durante a navegação submersa.

Os Países Baixos encomendaram quatro unidades da futura classe Orka em 2024. O programa está em desenvolvimento e construção, portanto, não se trata de uma classe já incorporada e operacional.

A Naval Group também destacou a família Scorpène, empregada por marinhas como as do Brasil, Chile, Índia e Malásia. O Brasil utiliza uma versão adaptada no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Em novembro de 2025, a empresa anunciou a entrega do terceiro submarino convencional brasileiro, o Tonelero, e o lançamento ao mar do quarto, o Almirante Karam.

SCX26 e Rampart exploram respostas a novas ameaças

O conceito SCX26 explora configurações para futuros navios de combate, com espaços destinados ao lançamento, recolhimento e apoio a sistemas autônomos. A proposta divulgada prevê cerca de 170 metros de comprimento e deslocamento estimado entre 8 mil e 10 mil toneladas. O projeto permanece conceitual: não representa o início da construção de uma classe nem a assinatura de um contrato de aquisição.

Para a defesa contra drones, a fabricante apresentou o Rampart, sistema de autodefesa de curto alcance concebido para responder a ameaças assimétricas, incluindo veículos não tripulados. Apresentado inicialmente como conceito em 2024, o sistema está em desenvolvimento e utiliza uma arquitetura aberta, que permite integrar componentes conforme as necessidades da plataforma.

A empresa também apontou o uso de inteligência artificial para apoiar a análise de dados, a identificação de ameaças e a tomada de decisões. A Naval Group detém uma participação de 20% na cortAIx Factory France, iniciativa da Thales voltada à aplicação de inteligência artificial em sistemas críticos. A apresentação dessas tecnologias, contudo, não comprova que todos os recursos estejam validados em condições reais de combate.

Para o Brasil, o vínculo mais direto com os projetos exibidos é o PROSUB e a família Scorpène. A participação da Naval Group no programa inclui transferência de tecnologia, formação de profissionais e apoio às atividades no complexo naval de Itaguaí. A presença de novos conceitos na Euronaval não significa que o país tenha decidido adquirir fragatas FDI, submarinos Blacksword Barracuda, o Rampart ou o SCX26.

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