O Exército Brasileiro realizou, nos dias 22 e 23 de outubro, um treinamento de defesa de infraestrutura estratégica na sede da Xmobots, em São Carlos, no interior paulista. A atividade simulou a proteção de uma instalação ligada à Base Industrial de Defesa.
Conduzido pelo 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, o exercício reuniu 90 militares e 23 veículos durante 24 horas. Também foram empregados drones brasileiros em tarefas de vigilância e em uma ação de ataque simulada.
A atividade integrou o Exercício Anhanguera, no contexto do Programa de Adestramento Avançado da 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada. As informações foram divulgadas pela Xmobots em comunicado institucional de novembro de 2026.
Treinamento simulou a proteção de uma instalação
Durante o exercício, os militares ocuparam um Posto de Segurança Estático, estrutura utilizada para proteger uma instalação ou área de interesse. O cenário permitiu praticar procedimentos de segurança, vigilância e coordenação das tropas.
O regimento, conhecido como Regimento Anhanguera, participou como Força de Emprego de Prontidão. Segundo a empresa, o objetivo era preparar os militares para atuar na defesa de instalações estratégicas diante de diferentes cenários de ameaça.
A atividade foi planejada para treinamento e não indica que tenha ocorrido uma ameaça real contra a sede da Xmobots.
Drones foram usados em vigilância e ataque simulado
Um dos equipamentos empregados foi o Nauru 100D, sistema aéreo não tripulado desenvolvido pela Xmobots. A aeronave monitorou o perímetro da instalação em atividades de vigilância diurna e noturna.
O exercício também incluiu a versão de ataque, classificada como UCAV, sigla em inglês para veículo aéreo de combate não tripulado. De acordo com a fabricante, essa configuração participou de uma ação coordenada contra alvos definidos para o treinamento.
A documentação fotográfica divulgada pela empresa mostra o uso de munição de manejo inerte. O registro não comprova efeitos explosivos sobre um alvo, e o comunicado não informa dados de precisão, alcance ou eficácia do sistema.
Exercício não representa anúncio de compra
Além da atividade de campo, a Xmobots apresentou aos militares sua trajetória, estrutura e tecnologias desenvolvidas, incluindo sistemas aéreos não tripulados para aplicações de Defesa. Fundada em 2007 e sediada em São Carlos, a companhia afirma atuar também no desenvolvimento de componentes eletrônicos, software e soluções de inteligência artificial aplicadas a sistemas robóticos.
Em declaração incluída no comunicado, Reinaldo Junior, diretor de Defesa da empresa, destacou a importância da aproximação entre a indústria e as Forças Armadas. A avaliação é da fabricante; o material divulgado não traz uma análise técnica independente do Exército sobre o desempenho do Nauru 100D.
A realização do treinamento conjunto, por si só, não significa aquisição, certificação operacional ou incorporação definitiva dos equipamentos. Eventuais decisões futuras dependerão das necessidades das Forças Armadas e de avaliações técnicas, segundo as informações divulgadas.




