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Internacional

HMS Queen Elizabeth lança quatro drones de ataque Nyan em testes no Atlântico Norte

A Marinha Real Britânica lançou quatro drones de ataque Nyan do porta-aviões HMS Queen Elizabeth durante o exercício Neptune Reach B, realizado no Atlântico Norte em outubro de 2026. A BAE Systems informou que todos chegaram aos alvos designados.

Os testes avaliaram o uso do sistema em um porta-aviões, uma etapa da experimentação britânica com aeronaves não tripuladas. O resultado, porém, não significa que o Nyan tenha sido incorporado às operações regulares da frota.

O que os testes demonstraram

Os quatro aparelhos foram lançados individualmente. De acordo com a BAE Systems, todos atingiram os pontos de ataque previstos. A atividade foi divulgada pela Royal Navy em 5 de novembro e pela fabricante no dia seguinte.

Os comunicados não detalham a distância percorrida, a precisão dos impactos, a resistência a contramedidas nem o desempenho diante de defesas inimigas. Também não informam se foram usadas cargas de combate reais ou quais efeitos foram registrados nos alvos. Assim, os resultados confirmam o desempenho nos ensaios descritos, mas não comprovam a eficácia do drone em todas as condições de combate.

Como funciona o Nyan

Desenvolvido e fabricado pela Callen-Lenz, empresa ligada ao grupo BAE Systems, o Nyan é classificado como One-Way Effector, ou sistema de missão unidirecional. Isso significa que foi concebido para alcançar um objetivo sem retornar à plataforma de lançamento.

O drone tem envergadura de 2,9 metros. Segundo informações comerciais da BAE Systems, utiliza propulsão a jato, tem arquitetura modular e pode receber diferentes configurações de carga útil. A fabricante também aponta características destinadas a reduzir sua detecção. Essas especificações são informações do desenvolvedor e não devem ser confundidas com capacidades verificadas nos quatro lançamentos.

Do navio experimental ao porta-aviões

O Neptune Reach B deu sequência a uma etapa anterior de experimentação, o Neptune Reach A, realizado em 2026. Na ocasião, a Royal Navy lançou o Nyan a partir do XV Patrick Blackett, embarcação usada para testar tecnologias navais. A nova fase levou os ensaios ao HMS Queen Elizabeth, com os procedimentos próprios de um porta-aviões e de seu convés de voo.

Os testes fazem parte do Projeto Vantage, iniciativa que reúne a Royal Navy, o Exército Britânico e a Força Aérea Real britânica (RAF) para experimentar sistemas de ataque não tripulados e informar decisões futuras. A proposta se relaciona ao conceito de ala aérea embarcada híbrida, que busca combinar aeronaves tripuladas, como os caças F-35B, com sistemas não tripulados. Isso não representa uma substituição imediata dos aviões convencionais.

A experiência amplia o conhecimento sobre o lançamento do Nyan a partir de um porta-aviões, mas ainda não estabelece um calendário de incorporação, um contrato de aquisição ou a adoção regular do sistema. A continuidade da avaliação dependerá dos resultados do Projeto Vantage e de decisões posteriores da Marinha Real Britânica.

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