Militares observam mesa com equipamentos e drone.

Operação Furnas 2026 integra Fuzileiros Navais e Base Industrial de Defesa com testes em campo, drones, simuladores, logística inteligente e manufatura aditiva

No Lago de Furnas, a Operação Furnas 2026 vira laboratório vivo, acelera inovação do CFN e da BID e valida sistemas táticos e logísticos em tempo real

A Operação Furnas 2026 consolida a integração entre o Corpo de Fuzileiros Navais e a Base Industrial de Defesa, com testes e validações em cenário real no interior de Minas Gerais.

O exercício mobiliza cerca de 2 mil militares, veículos blindados e aeronaves, além de observadores estrangeiros, em missões ribeirinhas, reconhecimento e apoio à defesa civil.

Ao colocar equipamentos nacionais sob uso intensivo, a Operação Furnas 2026 encurta o ciclo de desenvolvimento e reforça a autonomia tecnológica, segundo o Defesa em Foco.

Tecnologia nacional testada em cenário real

Empresas estratégicas da BID validam soluções em ambiente operacional. A tropa avaliou armamentos portáteis da Taurus, coletes balísticos flutuantes da Protecta e meios não letais da Condor.

Os sistemas de comando, controle e consciência situacional foram ampliados. Os simuladores do Míssil MAX, da SIATT/ADTech, apoiaram o treinamento e elevaram a proficiência das equipes.

Veículos aéreos não tripulados da Atech e da Vultis cumpriram reconhecimento tático e vigilância de baixa altura, com transmissão de imagens em tempo real para os centros de decisão.

Ao validar desempenho em campo, a Operação Furnas 2026 garante que os sistemas cheguem às unidades alinhados às demandas reais, com ganhos de segurança, precisão e interoperabilidade.

Logística inteligente e manufatura aditiva em campo

A Unidade Fabril Expedicionária, a UFEx, demonstrou o potencial da manufatura aditiva aplicada às operações. Componentes críticos foram produzidos no terreno, sob demanda.

A UFEx fabricou estruturas para drones e adaptações táticas para o fuzil M16, reduzindo prazos de reposição e elevando a autonomia das frações, com impacto direto na prontidão.

A gestão do ciclo de vida de materiais contou com soluções da ALIX Business Solutions, que ampliaram rastreabilidade, controle logístico e eficiência na manutenção durante o exercício.

A integração entre manufatura avançada, sistemas digitais e logística inteligente mostrou cadeias de suprimento mais ágeis, resilientes e adaptáveis ao ambiente operacional.

Soberania tecnológica, BID e cooperação CFN indústria

A participação expressiva da BID no exercício reforça diretrizes para ampliar a autonomia tecnológica do País, reduzindo dependências externas e gerando capacitações aderentes ao território.

Em evento na FIESP, o Comandante-Geral do CFN ressaltou a importância das parcerias para acelerar programas estratégicos e fortalecer capacidades anfíbias e ribeirinhas.

“a expansão dessas cooperações poderá impulsionar ainda mais os programas estratégicos da Força, fortalecendo as capacidades anfíbias, ribeirinhas, litorâneas e de proteção.”

“Essa aproximação cria um ciclo virtuoso de inovação contínua, permitindo que a experiência dos militares retroalimente os projetos industriais e impulsione novas soluções tecnológicas para a Defesa Nacional.”

Centenário em Minas e relevância das operações ribeirinhas

A Operação Furnas 2026 integra as comemorações do centenário da presença da Marinha em Minas Gerais, reforçando a conexão histórica da Força com o interior do País.

O Lago de Furnas oferece condições ideais para operações ribeirinhas e lacustres, treinamento para missões de paz e ações de apoio à defesa civil em cenários de crise.

A presença de observadores de nações amigas amplia a dimensão internacional do exercício, incentiva intercâmbio de doutrinas e fortalece a interoperabilidade regional.

As capacidades treinadas servem tanto a cenários de conflito quanto a missões humanitárias, resposta a desastres e apoio a comunidades ribeirinhas, com foco em proteção e resiliência.

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