Petrobras confirma petróleo no poço Morpho na Foz do Amazonas, primeiro resultado no Amapá, e inicia etapa para medir volume e qualidade da descoberta

Petrobras confirma petróleo ao detectar hidrocarbonetos no 1-BRSA-1405-APS, no bloco FZA-M-59, em águas profundas da Foz do Amazonas, e avança na avaliação exploratória

A Petrobras confirma petróleo ao identificar hidrocarbonetos no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A indicação surgiu na perfuração a 2.886 metros de profundidade.

Segundo a companhia, perfis elétricos e indicativos em rocha confirmaram a presença. A perfuração segue em andamento, com foco em ampliar dados para dimensionar volume, qualidade e viabilidade comercial dessa possível acumulação.

O resultado marca o primeiro avanço concreto na Margem Equatorial do Amapá, em uma área estratégica para reposição de reservas. As operações foram retomadas após licença do Ibama. Informação, conforme divulgado pelo Defesa em Foco.

Descoberta no poço Morpho, bloco FZA-M-59

A confirmação ocorreu no poço 1-BRSA-1405-APS, conhecido como Morpho, perfurado em águas profundas, a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá. O alvo integra o bloco FZA-M-59, sob regime de concessão.

Os sinais foram identificados por perfis elétricos e por indicativos em rocha, obtidos ao longo da sonda. Esses resultados sustentam a presença de hidrocarbonetos, etapa inicial para um futuro teste de formação e de fluxo.

De acordo com a Petrobras, “as operações continuam para permitir a avaliação exploratória de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”. O trabalho prossegue para ampliar a amostragem e o entendimento do reservatório.

O que foi identificado e o que falta medir

A identificação de hidrocarbonetos não equivale a uma reserva já provada. É preciso medir o volume do reservatório, a porosidade, a qualidade do óleo e a eventual relação entre petróleo e gás para estimar o potencial comercial.

Novas perfurações podem ser necessárias para mapear a extensão da acumulação. Testes adicionais ajudarão a confirmar parâmetros de pressão e permeabilidade, fatores decisivos para definir a viabilidade de produção no médio prazo.

Assim, embora a Petrobras confirma petróleo como indício geológico, o anúncio não representa, neste momento, o início de produção no Amapá, mas sim uma etapa da campanha exploratória em curso.

Licenciamento, segurança e meio ambiente

A campanha exploratória avançou após a licença ambiental concedida pelo Ibama em outubro de 2025, depois de longo processo de avaliação. A estatal afirma que mantém protocolos de segurança e monitoramento ambiental contínuos.

A empresa reforça que todas as atividades são executadas com foco em integridade operacional e proteção de pessoas e da fauna marinha, premissas essenciais em uma fronteira exploratória sensível, distante da costa e em lâmina d’água elevada.

Por que a Margem Equatorial é estratégica

A Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e reúne cinco bacias sedimentares. A Bacia da Foz do Amazonas é a mais setentrional, próxima de áreas com grandes descobertas na Guiana e no Suriname.

No Brasil, a região é vista como fronteira chave para recompor reservas de petróleo e gás, diante do declínio esperado do pré sal da Bacia de Santos ao longo da próxima década. O achado amplia o conhecimento geológico dessa porção offshore.

O bloco FZA-M-59 foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, e hoje tem a Petrobras como operadora, com 100% de participação. O avanço no poço Morpho consolida um passo importante nessa avaliação.

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