Protocolo prevê cooperação na Margem Equatorial, monitoramento e proteção marítima, busca e salvamento, inovação e descomissionamento
A Petrobras e a Marinha do Brasil firmaram um Protocolo de Intenções para ampliar a cooperação técnica e estratégica, com foco na Margem Equatorial, na Amazônia Azul e em operações offshore.
A parceria abrange logística offshore, monitoramento e proteção marítima, resposta a emergências, busca e salvamento, pesquisa aplicada, inovação tecnológica e capacitação de profissionais.
O acordo foi assinado na sede da Marinha, no Rio de Janeiro, por Magda Chambriard e pelo Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, segundo nota da Marinha do Brasil e publicação do Defesa em Foco.
Cooperação foca Margem Equatorial e logística offshore
O novo protocolo amplia iniciativas conjuntas para apoiar atividades na Margem Equatorial, com reforço ao apoio logístico às operações offshore, planejamento integrado e sinergia entre capacidades civis e militares.
“Segundo a Marinha, o objetivo é fortalecer ações de interesse comum com impacto direto na segurança marítima, na soberania brasileira e no uso sustentável dos recursos do leito e do subsolo marinho.”
Outro eixo é o descomissionamento de unidades offshore, que exige segurança operacional, planejamento técnico e coordenação entre órgãos públicos e empresas do setor de energia.
Segurança marítima, resposta a emergências e SAR
A cooperação prevê monitoramento e proteção das águas jurisdicionais brasileiras, além de protocolos integrados para resposta a emergências e operações de busca e salvamento no mar.
A parceria fortalece a proteção da infraestrutura crítica marítima, amplia a consciência situacional e eleva a pronta resposta em cenários de alto risco e alta complexidade operacional.
Pesquisa, inovação e capacitação na Amazônia Azul
As instituições avançam em pesquisa aplicada, conhecimento oceanográfico e desenvolvimento tecnológico voltado à exploração segura dos recursos da Amazônia Azul, com ênfase em sustentabilidade.
“O documento também prevê iniciativas voltadas ao desenvolvimento de energias alternativas, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação e programas de capacitação de profissionais ligados às operações marítimas e ao setor de energia.”
Programas de formação e treinamento ampliam a qualificação de equipes, promovem padronização de procedimentos e boas práticas para atuar na Margem Equatorial e em demais áreas sensíveis.
Plataforma Continental e soberania brasileira
“Em 2025, a atuação conjunta da Petrobras e da Marinha contribuiu para a ampliação dos limites da Plataforma Continental Brasileira em aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados na região da Margem Equatorial.”
Essa expansão reforça direitos sobre recursos do leito e do subsolo marinho, conforme a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, e sustenta pesquisa e exploração responsável.
“A Margem Equatorial Brasileira é considerada uma das fronteiras mais promissoras para a exploração de petróleo e gás natural no país.”
“A região se estende ao longo do litoral Norte, abrangendo áreas marítimas próximas aos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.”
O fortalecimento da presença do Brasil na Margem Equatorial amplia a capacidade de atuação integrada, com presença permanente, conhecimento oceanográfico e suporte logístico eficiente.
“Para o Defesa em Foco, o novo protocolo reforça a convergência entre a política energética e a estratégia marítima brasileira, consolidando uma agenda de cooperação voltada à soberania, à inovação tecnológica e à segurança das atividades econômicas no Atlântico Sul.”




