Radar SENTIR M20 do Exército Brasileiro detecta drones a 4 km, avanço no sistema antidrones do CTEx testado no CAEx fortalece vigilância de baixa altitude

Com alcance de detecção de até 4 km, o Radar SENTIR M20 impulsiona o sistema antidrones do Exército Brasileiro, após testes do CTEx avaliados no CAEx em cenários de baixa altitude

O Exército Brasileiro avançou na proteção contra drones ao testar o Radar de Vigilância Terrestre SENTIR M20, desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército, CTEx, com avaliação conduzida no Centro de Avaliações do Exército, CAEx.

Os ensaios confirmaram a capacidade de detecção e acompanhamento de aeronaves remotamente pilotadas a “até 4 quilômetros”, usando um “drone DJI Matrice 400” como vetor de teste, em missões de vigilância eletrônica de baixa altitude.

O desempenho amplia o tempo de resposta, favorece o sistema antidrones e fortalece a proteção de áreas sensíveis e bases militares. As informações foram divulgadas publicamente, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Alcance e desempenho em baixa altitude

Durante a experimentação, o Radar SENTIR M20 identificou e acompanhou o DJI Matrice 400 em diferentes perfis de voo, mantendo rastreio estável em baixa altitude, com ganho relevante para alerta antecipado.

O alcance de “até 4 quilômetros” amplia a cobertura de perímetros, protege postos de comando e eventos estratégicos, e reduz pontos cegos em áreas críticas, fator decisivo em operações sensíveis.

Com maior precisão de rastreio, o SENTIR M20 entrega dados oportunos aos operadores, melhora a consciência situacional e permite resposta coordenada a ameaças de curto alcance.

O resultado indica maturidade tecnológica do sensor, que pode compor módulos móveis, apoiar patrulhas e reforçar barreiras de vigilância terrestre em teatros diversos.

Arquitetura de sistema antidrones e vigilância eletrônica

Projetado para integrar arquiteturas mais amplas, o Radar SENTIR M20 pode alimentar centros de comando e controle, C2, com dados em tempo quase real, elevando a eficácia do sistema antidrones.

A detecção precoce de drones amplia janelas de decisão, permite identificar rotas prováveis e mitiga riscos contra infraestruturas críticas, como bases, depósitos e instalações estratégicas.

Integrado a câmeras, sensores passivos e ferramentas de guerra eletrônica, o SENTIR M20 potencializa vigilância de baixa altitude e coopera na classificação de alvos com menor assinatura.

Esse ecossistema cria camadas de proteção, favorece respostas proporcionais e permite acionamento de medidas de neutralização conforme regras de engajamento vigentes.

Tecnologia nacional do CTEx e validação no CAEx

O CTEx reforça a aposta em soluções nacionais ao desenvolver o Radar SENTIR M20, reduzindo dependências externas e fortalecendo a Base Industrial de Defesa com domínio tecnológico local.

Segundo a fonte, a experimentação integra um ciclo contínuo de pesquisa, desenvolvimento e avaliação operacional, etapa chave para incorporar inovações de forma segura e escalável.

O CAEx validou o desempenho em cenário realista, fator que confere confiabilidade aos resultados e orienta futuras melhorias de software e hardware do sensor.

Ao comprovar eficácia, o projeto amplia a autonomia do país e sinaliza evolução doutrinária rumo a capacidades alinhadas ao conceito de Força Terrestre moderna.

Guerra eletrônica e proteção de áreas sensíveis

Conflitos recentes expuseram a urgência de detectar alvos pequenos e discretos, que operam baixo e perto de centros urbanos. O SENTIR M20 responde a essa demanda com vigilância mais fina.

Ao acompanhar aeronaves remotamente pilotadas com precisão, o radar sustenta operações de vigilância eletrônica, gera evidências e suporta protocolos de segurança em áreas críticas.

O sistema agrega capacidade tática ao Exército Brasileiro, melhora o nível de prontidão das unidades e contribui para o emprego coordenado de sensores e efetivos.

Os resultados reforçam o potencial do sensor em futuras arquiteturas de sistema antidrones, alinhado ao lema institucional, “Aqui se delineia o Exército do Futuro”, divulgado pela fonte.

Rolar para cima