Marinha do Brasil acelera integração de veículos não tripulados, IA e o Sistema PRIMA na Amazônia Azul, amplia monitoramento, reduz riscos e fortalece a defesa naval
Em uma área estratégica que concentra riquezas, rotas comerciais e infraestrutura, a Amazônia Azul entra em nova fase. A Marinha do Brasil acelera o uso de sistemas autônomos para ampliar proteção e resposta.
Em encontro do Ministério da Defesa, projetos focados em integração operacional e novas tecnologias ganharam destaque. O Sistema PRIMA permite controlar veículos autônomos de superfície a partir de grandes navios.
A iniciativa reforça o SisGAAz, amplia vigilância e reduz a exposição de tripulações. Aposta em IA, inovação nacional e cooperação com a Base Industrial de Defesa orienta a estratégia, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Sistema PRIMA transforma navios em centros de controle remoto
Desenvolvido pelo CASNAV, o Centro de Análises de Sistemas Navais, o PRIMA integra meios tripulados e não tripulados em uma mesma missão. A solução combina sensores, comunicação em tempo real e comando remoto embarcado.
Com o PRIMA, o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico e o Navio Doca Multipropósito Bahia passam a operar plataformas remotas focadas em vigilância, reconhecimento e coleta de informações marítimas.
A capacidade amplia o alcance operacional sem expor equipes a riscos desnecessários, melhora a consciência situacional e acelera a resposta. O sistema apoia missões persistentes em áreas extensas da Amazônia Azul.
Veículos autônomos reforçam o SisGAAz e a vigilância da Amazônia Azul
Os veículos autônomos de superfície podem patrulhar áreas sensíveis, monitorar plataformas de petróleo e acompanhar embarcações suspeitas. Operam por longos períodos, com menor custo em missões específicas.
As plataformas também coletam dados oceanográficos, inspecionam infraestrutura marítima e apoiam busca e salvamento. A integração ao SisGAAz garante monitoramento contínuo e maior eficiência operacional.
A adoção de sistemas não tripulados fortalece a proteção ambiental, combate a pesca ilegal e enfrenta crimes transnacionais. A permanência prolongada em áreas remotas melhora a cobertura e a dissuasão.
IA, tecnologia nacional e Base Industrial de Defesa ganham impulso
Segundo especialistas, a meta é ampliar cooperação entre Marinha do Brasil, Exército, Força Aérea, universidades e centros de pesquisa. O foco é acelerar soluções nacionais para a Amazônia Azul.
A estratégia busca assegurar transferência de tecnologia em aquisições externas, reduzir dependência de sistemas estrangeiros e estimular inovação. A Base Industrial de Defesa ganha fôlego e competências críticas.
A inteligência artificial será motor para autonomia, fusão de dados e melhor tomada de decisão. A prioridade é adaptar capacidades às necessidades operacionais do país, com integração segura e escalável aos meios navais.
Cooperação internacional acelera novas capacidades navais
O intercâmbio de conhecimento indica que a adoção gradual de sistemas não tripulados acelera a incorporação de capacidades e a integração com operações tradicionais, reduzindo riscos tecnológicos.
Para a Marinha do Brasil, parcerias permitem compartilhar boas práticas e ajustar soluções às características da Amazônia Azul, uma área marítima vasta sob jurisdição nacional.
A combinação de inovação nacional, IA e colaboração entre instituições civis e militares transforma desenvolvimento em capacidade operacional. O resultado esperado é vigilância ampla e proteção das riquezas do mar.



