Em cinco dias de atividades no Mato Grosso do Sul, futuros engenheiros do IME vivenciaram o SISFRON, a Aviação do Exército e o LUCERNA no CMO, reforçando a formação para a Defesa
Alunos do IME cumpriram agenda imersiva no Comando Militar do Oeste, em Campo Grande, com foco em tecnologias de defesa. O roteiro aproximou a teoria de sala de aula da prática operacional.
Os futuros oficiais conheceram centros de comando, comunicações, guerra eletrônica e inteligência. Viram de perto como a Engenharia Militar sustenta projetos de alta complexidade.
“Realizada entre 10 e 14 de agosto, a atividade levou alunos do 4º ano do Curso de Formação e Graduação (CFG) e do Curso de Graduação (CG) a unidades operacionais e centros tecnológicos do Exército.” Conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
SISFRON, tecnologia que amplia a segurança nas fronteiras
No CMO, os estudantes foram apresentados ao SISFRON, sistema que integra sensores e inteligência para vigilância. A experiência mostrou aplicações reais de Tecnologia da Informação e automação.
“O SISFRON integra radares, sensores, sistemas de comunicação, centros de comando e controle e tecnologias de monitoramento em tempo real para ampliar a consciência situacional nas regiões de fronteira.”
“A plataforma apoia operações de combate a crimes transfronteiriços, proteção da soberania nacional, monitoramento de áreas sensíveis e integração entre diferentes órgãos de segurança e Defesa.”
Segundo a fonte, iniciativas como a Operação Ágata utilizam o SISFRON no combate a ilícitos na fronteira Oeste, exemplo de integração entre Exército e órgãos civis.
Os alunos relacionaram a arquitetura do SISFRON a disciplinas de redes, comandos e controles, automação e comunicações seguras, percebendo desafios de escala e cibersegurança.
Aviação do Exército, Guerra Eletrônica e Inteligência em foco
A programação incluiu a Aviação do Exército, com ênfase em apoio a operações e consciência situacional. O domínio do espaço aéreo reforça a proteção de áreas sensíveis.
No 9º B Com GE e no 6º BIM, os visitantes viram soluções de comunicações seguras, proteção do espectro eletromagnético e fluxos de inteligência aplicados em cenários reais.
Os militares apresentaram criptografia, contramedidas eletrônicas e análise de dados, ampliando a visão sobre interoperabilidade entre forças e órgãos de segurança.
No 6º CTA, a turma conheceu infraestrutura de redes, suporte a sistemas de Comando e Controle e práticas de resiliência, base para a prontidão da Força Terrestre.
Manutenção, disponibilidade e blindados na rotina operacional
No 9º B Mnt, os alunos acompanharam processos de manutenção de viaturas e sistemas, entendendo como a engenharia garante a disponibilidade e a segurança operacional.
O cronograma incluiu o 20º RCB, onde observaram o emprego de meios blindados, seus subsistemas e os desafios técnicos de operação, logística e treinamento.
O contato com cadeias de suprimento, gestão de riscos e testes funcionais conectou teoria e prática, com foco em confiabilidade, vida útil e custo do ciclo de vida.
O foco na disponibilidade dos meios é crucial, pois sustenta operações apoiadas pelo SISFRON e por redes de comando e controle em ambientes dinâmicos.
Fiscalização de Produtos Controlados e Programa LUCERNA
A visita abordou Fiscalização de Produtos Controlados, com ênfase em procedimentos de controle e segurança de materiais estratégicos, integrados a rotinas do SISFRON.
Os futuros oficiais conheceram atividades regulatórias e laboratoriais, percebendo como a Engenharia Militar também atua na prevenção de riscos e na proteção da sociedade.
O Programa LUCERNA foi apresentado como iniciativa de integração tecnológica, com aplicações em monitoramento e apoio à tomada de decisão em cenários críticos.
Ao final, os estudantes vislumbraram trilhas de carreira no QEM, em monitoramento de fronteiras, aviação, comunicações, guerra eletrônica, inteligência e infraestrutura.
“A iniciativa apresentou diferentes possibilidades de atuação do Quadro de Engenheiros Militares (QEM) em áreas como monitoramento de fronteiras, aviação, comunicações, guerra eletrônica, inteligência, infraestrutura, logística e fiscalização de produtos controlados.”
Mais do que uma visita institucional, a imersão consolidou competências técnicas e científicas e reforçou a modernização da Força Terrestre e a proteção da soberania nacional.



