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Saab apresenta radar naval com alcance de até 250 km para detectar ameaças

A Saab apresentou em 27 de outubro de 2026 o Sea Giraffe AMB D, um radar naval desenvolvido para detectar e acompanhar aeronaves, drones, mísseis e embarcações. A empresa informa alcance máximo de 250 quilômetros para alvos aéreos e de 50 quilômetros para contatos de superfície.

O equipamento integra a família Sea Giraffe Agile Multi Beam e utiliza uma antena AESA, que direciona eletronicamente os feixes do radar. Segundo as informações divulgadas pela Saab, o sistema opera na banda C, oferece vigilância tridimensional e varredura de 360 graus.

Os números são especificações anunciadas pelo fabricante, não garantias de detecção em qualquer condição. A apresentação também não significa que a Marinha do Brasil tenha escolhido ou comprado o radar.

Radar pode acompanhar mais de 2 mil contatos

De acordo com a documentação técnica da Saab, o Sea Giraffe AMB D pode acompanhar mais de 2 mil alvos e atualizar as informações uma vez por segundo. A antena gira a 60 rotações por minuto, e a cobertura vertical supera 80 graus.

O radar foi projetado para integração com sistemas de gerenciamento de combate. A empresa também destaca a função Drone Tracker, que analisa características de movimento para ajudar a diferenciar alvos pequenos e lentos, como drones, de aves e outros ecos. A divulgação não apresenta resultados de testes independentes que estabeleçam taxas universais de detecção.

Alcance depende do alvo e das condições

O alcance máximo anunciado para alvos aéreos não deve ser aplicado automaticamente a mísseis que voam perto da superfície do mar. A distância de detecção pode variar conforme a altura do radar e do alvo, a curvatura terrestre e as condições ambientais.

A Saab afirma que o sistema inclui recursos de contramedidas eletrônicas, controle de emissão e formas de onda de baixa probabilidade de interceptação. A arquitetura atualizável por software pode permitir melhorias ao longo da vida útil, mas não torna o equipamento imune a interferências.

O radar pode fornecer dados de designação de alvos para integração com armas e sistemas de comando, conforme a configuração de cada plataforma. A detecção, por si só, não neutraliza uma ameaça: a resposta depende também da identificação do contato, dos recursos disponíveis e das decisões de comando.

Marinha do Brasil usa outro radar nas fragatas Tamandaré

As fragatas da classe Tamandaré têm como radar principal de busca volumétrica o TRS-4D rotativo, da Hensoldt, segundo informações da Marinha e do programa de construção naval. Não há, no material fornecido, anúncio de contrato ou seleção do Sea Giraffe AMB D para a frota brasileira.

A tecnologia pode ser relevante para estudos sobre vigilância naval e proteção de interesses no Atlântico Sul, mas um único radar não cobre toda a extensão dos espaços marítimos brasileiros. A consciência situacional depende da integração de sensores, comunicações e centros de comando, além de diferentes meios de monitoramento.

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