Com cenários configuráveis, registro de desempenho e ambientação fiel, o simulador do míssil MAX 1.2 AC evidenciou ganhos de eficiência e segurança no adestramento militar
A SIATT apresentou as capacidades do míssil MAX 1.2 AC durante a Operação Furnas 2026, em São José da Barra, MG, com demonstrações do seu Simulador de Tiro. O foco foi treinar operadores com realismo e controle.
O sistema replica o ciclo completo de emprego, do carregamento ao engajamento, permitindo prática segura e repetível. A tecnologia já é usada pelo Exército Brasileiro e pela Marinha do Brasil na formação de operadores.
O exercício reuniu cerca de 2 mil militares e atividades desde 22 de junho, com presença de nações amigas e empresas da Base Industrial de Defesa, conforme informação divulgada pela SIATT.
Simulador reproduz todas as etapas do emprego do míssil
O Simulador de Tiro do míssil MAX 1.2 AC permite treinar cada fase do processo, desde a preparação do lançador até a seleção e o engajamento do alvo, com feedback imediato e métricas de precisão.
É possível configurar cenários de missão, rotas de deslocamento, distâncias de engajamento e variáveis como vento, luminosidade e visibilidade, criando um ambiente de aprendizado próximo ao emprego real.
Ao final de cada sessão, a plataforma registra indicadores do operador, apoiando análise de evolução, identificação de lacunas e padronização de instrução. Isso eleva a consistência do adestramento.
Com o uso do míssil MAX 1.2 AC em ambiente virtual, os militares repetem procedimentos críticos sem riscos, consolidam doutrina e alcançam maior confiança antes dos disparos de avaliação.
Tecnologia nacional fortalece o preparo das tropas
O míssil MAX 1.2 AC representa avanço da indústria nacional em sistemas de armas inteligentes. O simulador comprova o valor da simulação de alta fidelidade para treinar com eficiência e segurança.
Substituir parte das sessões com munição real por treinos virtuais reduz custos, amplia a cadência de instrução e mitiga desgaste de equipamentos, sem abrir mão do desempenho operacional.
O emprego pelo Exército Brasileiro e pela Marinha do Brasil demonstra confiança na tecnologia da SIATT e consolida a simulação como ferramenta central na formação de operadores.
Com mais horas de prática e controle de variáveis, o míssil MAX 1.2 AC contribui para elevar a prontidão, aumentar a segurança e acelerar a qualificação de equipes em diferentes teatros.
Operação Furnas reúne tropas e indústria de defesa
A Operação Furnas 2026 integrou o Corpo de Fuzileiros Navais, representantes de nações parceiras e empresas da BID, criando um ambiente de demonstração e avaliação tecnológica.
O exercício contemplou operações ribeirinhas, missões de paz e apoio à Defesa Civil, além de testes práticos. O míssil MAX 1.2 AC apareceu em cenários que exigem precisão, mobilidade e resposta rápida.
A presença de fornecedores nacionais junto aos usuários finais acelera a curva de aprendizado. A troca direta de impressões em campo direciona ajustes técnicos com foco em requisitos reais.
Esse arranjo facilita certificações, amplia a interoperabilidade e aproxima a indústria de defesa do cotidiano das tropas, o que reduz prazos de maturação tecnológica.
Integração entre indústria e Forças Armadas impulsiona a inovação
Engenheiros e desenvolvedores da SIATT interagiram com operadores para coletar dados e sugestões. Esse circuito de feedback orienta evoluções no míssil MAX 1.2 AC e no Simulador de Tiro.
A dinâmica fortalece a autonomia tecnológica, estimula P&D, gera empregos qualificados e amplia a competitividade internacional dos produtos brasileiros de defesa.
Com validação em ambiente operacional, soluções como o míssil MAX 1.2 AC ganham robustez e previsibilidade de desempenho, fatores decisivos para adoção em larga escala.
Os resultados reforçam a estratégia de aproximar a BID das Forças, favorecendo inovação contínua, elevação da prontidão e desenvolvimento de capacidades essenciais à soberania.




