Operação com granadas M107 de 155 mm aplica processo automatizado com TNT e abre fase de validação que amplia eficiência e segurança na FJF da IMBEL em Juiz de Fora
A IMBEL iniciou o carregamento do primeiro lote de granadas M107 na Nova Planta de Carregamento, em Juiz de Fora, marcando a validação operacional da instalação. O foco é qualidade, segurança e padronização industrial.
O processo usa indexação automatizada, controle térmico e cabine de resfriamento para garantir enchimento uniforme. A meta é consolidar parâmetros, reduzir falhas e elevar a confiabilidade das munições de artilharia.
O avanço reforça a Base Industrial de Defesa, amplia a autonomia tecnológica e sustenta demandas do Exército Brasileiro. As informações foram publicadas pelo Defesa em Foco, conforme informação publicada pelo Defesa em Foco.
Processo automatizado amplia confiabilidade da produção
A linha de produção das granadas M107 integra pré-aquecimento, carregamento com TNT fundido e resfriamento controlado. A automação reduz variáveis críticas e padroniza etapas sensíveis do ciclo de fabricação.
Segundo a IMBEL, controle térmico na fundição e no resfriamento evita tensões internas e assegura acabamento homogêneo da carga. O resultado é maior qualidade dimensional e desempenho mais consistente em campo.
“Segundo a IMBEL, esse procedimento reduz a possibilidade de defeitos internos na carga explosiva, aumentando a confiabilidade, a segurança e a qualidade do produto final.”
As granadas M107 de 155 mm, padrão de artilharia, são fundamentais para prontidão e logística. A padronização do carregamento com TNT, aliada à indexação automática, favorece maior rendimento e menor retrabalho.
Validação operacional fortalece capacidade industrial
A fase inicial permite coletar dados de processo, ajustar receita térmica e cronometrar ciclos. Com isso, a IMBEL calibra o ritmo de produção e sobe o nível de robustez da linha, com foco em metrologia e repetibilidade.
“De acordo com a empresa, esta primeira operação permitirá consolidar parâmetros de produção e coletar dados técnicos fundamentais para a otimização dos processos industriais.”
A validação também verifica conformidade a requisitos normativos aplicáveis a munições, como rastreabilidade, integridade da carga e ensaios dimensionais. O objetivo é qualificar a planta para lotes regulares.
A meta é garantir que as granadas M107 cumpram critérios de desempenho e segurança, com estabilidade na cadeia produtiva. O processo reduz variabilidade e melhora o controle estatístico de qualidade.
Nova planta amplia autonomia tecnológica brasileira
“Inaugurada em agosto de 2025, a Nova Planta de Carregamento representa um dos mais importantes investimentos recentes da IMBEL na área de munições de artilharia.” O foco é escala, segurança e inovação.
A unidade incrementa o carregamento de munições entre 60 mm e 155 mm, incluindo alcance estendido, carga oca e explosivos insensíveis. Essas soluções aumentam a segurança no armazenamento, transporte e emprego.
O diretor-presidente, General de Divisão Veterano Ricardo Rodrigues Canhaci, apontou que a instalação simboliza avanço de soberania, resultado da modernização de uma planta importada, aprimorada pela engenharia nacional.
Com a nova estrutura, a IMBEL amplia domínio de processos e tecnologia, eleva o conteúdo local e fortalece a resiliência da cadeia de suprimentos. As granadas M107 ganham escala e previsibilidade fabril.
Fábrica de Juiz de Fora e impacto estratégico para o Exército
“Em 2022, a unidade já havia entregue ao Exército Brasileiro o primeiro lote do Tiro 155 mm M107 produzido integralmente no país, incluindo componentes como o corpo da granada, estopilhas e cargas de projeção.”
A FJF, criada em 1934, tem exclusividade na fabricação de munições de artilharia para a Força Terrestre. O início das operações da NPC consolida o papel da planta e reduz dependência de fornecedores estrangeiros.
A ampliação da capacidade produtiva em Juiz de Fora atende ao planejamento de médio e grande calibre. Com processos automatizados, as granadas M107 elevam a confiabilidade, contribuindo para a autonomia logística nacional.
A validação desta etapa abre caminho a lotes maiores, com ganhos de eficiência e segurança. O avanço sustenta a Base Industrial de Defesa e melhora a prontidão, com foco em qualidade e padronização contínua.




