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NUCLEP amplia atuação em petróleo, energia nuclear e Defesa com entregas à Petrobras e agendas com J&F e Marinha

A NUCLEP encerrou a primeira semana de setembro com agendas em três frentes: petróleo e gás, energia nuclear e Defesa. Segundo informações divulgadas pela empresa, houve novas entregas de equipamentos para a Petrobras, visita institucional de representantes da J&F e acompanhamento, pela Marinha do Brasil, de atividades ligadas ao Bloco 40 e à Plataforma Nuclear Embarcada (PNE).

No segmento de óleo e gás, a companhia informou o envio de novas estacas torpedo, utilizadas na ancoragem de plataformas e sistemas submarinos. Em paralelo, a fábrica de Itaguaí recebeu Joesley e Wesley Batista, da J&F, em um contexto marcado pela entrada da Âmbar Energia, do mesmo grupo, no capital da Eletronuclear, que permanece sob controle da ENBPar.

Na área de Defesa, uma comitiva da Marinha acompanhou na sede da NUCLEP o andamento de projetos estratégicos. De acordo com a empresa, as agendas tiveram caráter institucional e não houve anúncio de novos contratos.

Entregas à Petrobras: T-24 e T-35 somam 17 unidades em 2026

De acordo com a NUCLEP, em 29 de agosto foram entregues duas estacas do modelo T-24, com 24 toneladas cada, para aplicação em campos complementares da Bacia de Campos. Em 2 de setembro, outras duas estacas do modelo T-35 seguiram para o projeto Sépia.

Com essas remessas, a empresa informou ter alcançado 17 estacas torpedo entregues à Petrobras em 2026, sendo 6 do modelo T-35 e 11 do T-24. Considerando as entregas realizadas desde 2024, o total informado pela NUCLEP chega a 85 unidades.

Atualmente, a companhia fabrica os modelos T-24, T-35 e T-66 para diferentes demandas de exploração e produção de petróleo. As estacas torpedo são estruturas de grande porte instaladas por queda livre no solo marinho para ancoragem.

Visita da J&F à fábrica em Itaguaí e cenário na Eletronuclear

Em 2 de setembro, a NUCLEP recebeu Joesley e Wesley Batista, da J&F, em visita institucional à fábrica em Itaguaí. Segundo a empresa, a agenda ocorreu em um novo cenário para o setor nuclear após a entrada da Âmbar Energia, do grupo J&F, no capital da Eletronuclear, que segue sob controle da ENBPar.

Criada para atender ao Programa Nuclear Brasileiro, a NUCLEP mantém relação histórica com a Eletronuclear e já participou da fabricação de equipamentos para as usinas de Angra. Durante a visita, foram apresentadas a infraestrutura fabril e as perspectivas do setor. Segundo o presidente da NUCLEP, Adeilson Ribeiro Telles, a aproximação institucional permite expor a capacidade tecnológica e industrial disponível. A empresa destacou que não houve anúncio de novo contrato, encomenda ou investimento envolvendo a NUCLEP e a J&F.

Marinha acompanha Bloco 40 e Plataforma Nuclear Embarcada

Em 3 de setembro, uma comitiva de autoridades da Marinha do Brasil esteve na NUCLEP, onde foi recebida pelo presidente Adeilson Telles e pelo diretor Industrial, Alexandre Santana. Os representantes acompanharam o andamento das atividades relacionadas ao Bloco 40 e à Plataforma Nuclear Embarcada (PNE), além do estágio dos projetos e dos processos de documentação.

Segundo a empresa, a comitiva reuniu áreas diretamente ligadas ao desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro, ao Programa Nuclear da Marinha, ao Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e à AMAZUL. O material divulgado não indica assinatura de novos contratos nem alterações nos projetos.

Três frentes em poucos dias

As agendas recentes mostram a presença da NUCLEP em petróleo e gás, energia nuclear e Defesa: de um lado, com entregas regulares de equipamentos à Petrobras; de outro, com diálogo institucional no setor nuclear e a continuidade de atividades industriais vinculadas a projetos estratégicos da Marinha, conforme informações divulgadas pela empresa.

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