Estagiários da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra em Alagoas (ADESG-AL) visitaram a Usina Hidrelétrica de Xingó em 30 de outubro de 2026. No local, conheceram etapas da geração de eletricidade e procedimentos de manutenção, segurança industrial e monitoramento da barragem.
A visita integra uma pesquisa da turma sobre a Economia do Mar e das Águas Interiores e o desenvolvimento econômico estadual. Xingó, no Rio São Francisco, fica na divisa entre Piranhas, em Alagoas, e Canindé de São Francisco, em Sergipe. A usina tem seis unidades geradoras de 527 megawatts cada e potência instalada total de 3.162 MW.
Como a água se transforma em eletricidade
Na apresentação técnica, a equipe explicou que a água conduzida até as turbinas movimenta equipamentos mecânicos ligados a geradores. Eles convertem esse movimento em eletricidade, que passa por sistemas de transformação e transmissão antes de chegar à rede elétrica.
A potência instalada indica a capacidade máxima das unidades, mas não significa que a usina produza essa quantidade de energia continuamente. A geração efetiva varia de acordo com as condições hidrológicas, a disponibilidade dos equipamentos e as necessidades do sistema elétrico.
Energia e produção de alimentos no mesmo rio
A atividade deu sequência a uma visita realizada em 28 de outubro, em Piranhas, a uma estrutura de piscicultura e beneficiamento de tilápias associada à Cia dos Frios. As duas experiências permitem observar diferentes usos das águas do São Francisco: a produção de pescado e a geração de eletricidade.
Essas atividades dependem de condições próprias e podem ser afetadas por mudanças nas vazões e na qualidade da água. A conciliação dos usos exige planejamento e coordenação entre instituições responsáveis pela operação dos reservatórios e pela gestão dos recursos hídricos.
Monitoramento e trajetória do empreendimento
Durante a visita, os estagiários receberam orientações de segurança e percorreram áreas autorizadas da usina. A equipe também apresentou procedimentos de instrumentação e acompanhamento técnico da barragem. A segurança de uma estrutura desse porte depende de inspeções, manutenção e avaliação continuada.
Segundo o relato técnico apresentado à turma, as obras começaram na década de 1980. A primeira unidade geradora entrou em operação em dezembro de 1994, e a instalação das seis unidades foi concluída em 1997. O projeto original previa espaço para outras quatro, mas a existência dessa possibilidade não significa que haja ampliação contratada ou em andamento.
Ao aproximar os estagiários da infraestrutura energética e da piscicultura, a ADESG-AL oferece exemplos concretos para o estudo do desenvolvimento regional. A experiência destaca a importância de compreender como a geração de energia, a produção de alimentos e outros usos dependem da gestão das águas interiores do São Francisco.




