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Porto de Santos inicia fornecimento comercial de etanol para navios

O Porto de Santos recebeu uma operação comercial de abastecimento de etanol do porta-contêineres CMA CGM IRON, embarcação com capacidade para cerca de 13 mil TEUs. A Copersucar e a Autoridade Portuária de Santos apresentaram a iniciativa como uma nova etapa no fornecimento do biocombustível a navios.

A operação conecta a cadeia brasileira de produção e distribuição de etanol ao transporte marítimo internacional. Para produtores, fornecedores e terminais, a possibilidade de atender embarcações abre uma frente de mercado, embora sua expansão dependa de demanda, custos e compatibilidade técnica.

Do teste à oferta comercial anunciada

A iniciativa ocorre após uma experiência inicial com etanol realizada em julho de 2026. O abastecimento de outubro foi descrito como um passo em direção a operações recorrentes, mas não foram divulgados um calendário fixo de entregas, volumes anuais contratados ou indicadores de continuidade.

Além da Copersucar e da armadora CMA CGM, foram citadas empresas da cadeia operacional e de distribuição, entre elas Bunker One, Evolua Etanol, AGEO Terminais e Santos Brasil. O fornecimento a navios exige coordenação logística e procedimentos de armazenamento, movimentação, qualidade e segurança.

O que será necessário para ampliar o mercado

A capacidade de cerca de 13 mil TEUs indica o porte do navio, medido em unidades equivalentes a contêineres de vinte pés. Não corresponde à quantidade de etanol recebida nem ao consumo de combustível da embarcação. A operação também não significa que todos os navios possam usar etanol: motores e sistemas precisam atender a requisitos técnicos específicos.

A Copersucar apresentou um cenário hipotético segundo o qual atender com etanol 10% do mercado mundial de combustíveis marítimos poderia representar uma demanda de aproximadamente 50 bilhões de litros por ano. O número não representa encomendas recebidas nem vendas asseguradas. A adoção dependerá, entre outros fatores, de preço, disponibilidade, infraestrutura portuária e embarcações compatíveis.

Os efeitos ambientais também precisam ser avaliados considerando o ciclo de vida do combustível, da matéria-prima e do processo de produção ao transporte e uso a bordo. Novas operações, volumes entregues e avaliações de desempenho serão importantes para medir se a oferta anunciada em Santos se consolida como atividade recorrente.

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