O Porto de Natal iniciou em 28 de outubro de 2026 a exportação de bovinos vivos, com um navio destinado à Arábia Saudita. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) informou que a embarcação levou 2.350 animais, em uma operação que amplia os tipos de carga movimentados pelo terminal.
O início dos embarques abre uma nova possibilidade logística para exportadores de animais e mobiliza serviços de transporte, sanidade e operação portuária. Ainda não há, porém, dados suficientes para afirmar que a atividade se tornou uma rota regular ou para medir seus efeitos econômicos.
Fontes divergem sobre o volume do primeiro navio
O número informado pela CODERN difere do publicado pelo Movimento Econômico, que mencionou 2.700 bovinos no embarque. A diferença é de 350 animais. As informações disponíveis não esclarecem se os números se referem a etapas distintas da operação.
Manifestos da embarcação e registros oficiais de fiscalização e exportação poderiam confirmar a quantidade efetivamente transportada. Até essa verificação, o dado de 2.350 bovinos deve ser atribuído à CODERN, sem omitir a divergência.
Operação para o Egito foi anunciada em seguida
A CODERN anunciou também uma segunda operação, com 3.983 animais destinados ao Egito e saída inicialmente prevista para 30 de outubro de 2026. A imprensa regional noticiou posteriormente que a embarcação deixou o porto, mas a apuração disponível não teve acesso ao manifesto de carga nem ao documento oficial de saída.
A sequência de embarques indica a intenção de ampliar essa atividade no terminal. A continuidade dependerá de fatores como contratos, demanda, custos e condições sanitárias e operacionais.
Estimativa econômica e requisitos sanitários
A CODERN estimou em R$ 24 milhões a movimentação econômica associada ao início das exportações no Rio Grande do Norte. Outra cobertura regional citou valor próximo de R$ 20 milhões. As fontes não detalham bases de cálculo que permitam comparar as cifras; por isso, os R$ 24 milhões devem ser apresentados como estimativa da autoridade portuária, não como receita líquida do porto ou valor confirmado das cargas.
Segundo a companhia, o terminal recebeu habilitação do Ministério da Agricultura e Pecuária em 17 de junho de 2026. A autorização permite atender aos requisitos para a atividade, mas não substitui a fiscalização de cada lote e embarcação. A exportação de animais vivos também exige controle de acomodação, alimentação, água, ventilação e acompanhamento sanitário durante o transporte.
A CODERN informou que o primeiro embarque reuniu animais de diferentes estados, entre eles Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Ceará e Bahia. Essa origem interestadual ainda precisa ser confrontada com os documentos de trânsito e de exportação. A verificação dos volumes, dos custos e dos registros sanitários será necessária para avaliar os resultados da nova frente comercial.




