A Marinha realizou, em 26 de agosto de 2026, o primeiro Simpósio de Comunicação Estratégica, em Brasília. O encontro reuniu militares, acadêmicos, especialistas e estudantes para discutir como comunicação, Relações Institucionais e Governamentais (RIG) e diálogo com a sociedade podem apoiar os objetivos da Força. A organização foi do Centro de Comunicação Estratégica da Marinha (CCEM) em parceria com o Centro Universitário de Brasília (CEUB).
Segundo informações apresentadas durante o simpósio, a iniciativa integra um processo de transformação que busca levar a comunicação da Força a um novo patamar institucional. O Diretor do CCEM, Vice-Almirante Vagner Belarmino de Oliveira, explicou que a mudança pretende atualizar a tradição de 65 anos de Comunicação Social da Marinha, fazendo da comunicação uma ferramenta voltada ao fomento e ao desenvolvimento da instituição.
De acordo com o CCEM, a Comunicação Estratégica não se limita à produção de conteúdos e divulgação de atividades. O foco inclui alinhamento conceitual, relacionamento com públicos de interesse, articulação institucional e o fortalecimento do diálogo com RIG. O simpósio também buscou qualificar tecnicamente as práticas e ampliar a divulgação da Política de Comunicação Estratégica da Marinha entre seus públicos.
O que está mudando na comunicação da Marinha
A transformação ganhou marco em outubro de 2025, quando o então Centro de Comunicação Social da Marinha passou a se chamar Centro de Comunicação Estratégica da Marinha. A alteração, segundo a Força, não foi apenas administrativa: representa a inserção da comunicação em um processo institucional mais amplo, com metas de aprimoramento técnico e de alinhamento conceitual.
Para o CCEM, o simpósio em Brasília materializa uma etapa desse percurso, que é gradual. A proposta é integrar a comunicação às demais dimensões da gestão, ampliando sua contribuição para os objetivos estratégicos da Marinha.
Comunicação Estratégica e RIG: diálogo ampliado
Um dos eixos do encontro foi a interface entre Comunicação Estratégica e Relações Institucionais e Governamentais. Representando a ABRIG, Thomaz Pires abordou a necessidade de aproximação entre as áreas. A perspectiva apresentada indica que a comunicação estratégica não se restringe às narrativas: engloba também questões institucionais, relacionamento e cooperação, o que amplia o conjunto de atores envolvidos e aproxima a atividade de outras dimensões da gestão.
Universidade no centro do debate
A parceria com o CEUB levou a comunidade universitária para o centro da discussão. O professor Bruno Nalon, coordenador de cursos de Comunicação Social da instituição, ressaltou o potencial de compartilhamento de conhecimentos entre universidade e Marinha. Segundo os organizadores, essa aproximação é de mão dupla: a Força compartilha sua experiência, enquanto docentes, pesquisadores e estudantes oferecem perspectivas do ambiente acadêmico.
Os relatos de participantes também destacaram o papel formativo do simpósio. Frederico Filho, estudante de Direito do CEUB, afirmou que o encontro ajudou a aprofundar o entendimento sobre a Marinha e sobre a função da Comunicação Estratégica na Força. Já Joana Batista Mizuno, aluna de Marketing Digital, apontou ganhos para a formação acadêmica e para uma visão mais crítica de estratégias de comunicação, observando que muitas pessoas conhecem a Marinha, mas não necessariamente a extensão de suas atividades.
Processo em andamento: do CCEM ao simpósio
Segundo o CCEM, o simpósio não deve ser visto isoladamente. Ele integra um movimento que envolve qualificação técnica, alinhamento conceitual e maior disseminação da política de comunicação entre os públicos de interesse. Para uma instituição de abrangência nacional, comunicar implica dialogar com perfis diversos, o que exige ampliar compreensão e coordenar relacionamentos institucionais.




