Cerca de 738 militares de seis países de língua portuguesa participaram, em Foz do Iguaçu, de um treinamento que simulou conflito armado, instabilidade e crise humanitária. No Exercício Felino 2026, tropas do Brasil, Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste executaram missões de operações de paz, incluindo ajuda humanitária, neutralização de explosivos, evacuação aeromédica e defesa contra drones.
Realizado entre 10 e 21 de agosto, o Exercício Conjunto-Combinado Felino 2026 – Forças no Terreno foi coordenado pelo Ministério da Defesa. A atividade reuniu aproximadamente 700 militares brasileiros e 38 estrangeiros, com foco em interoperabilidade e atuação em estruturas conjuntas e multinacionais.
De acordo com o Defesa em Foco, além do Brasil, participaram Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste. Do lado brasileiro, atuaram militares da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira.
Cenário fictício e interoperabilidade no centro do treinamento
Para viabilizar o treinamento, os militares operaram em um ambiente simulado com base no país fictício Carana, descrito como em conflito, instável e em crise humanitária. A força foi estruturada como uma Força-Tarefa Conjunta-Combinada, o que, no vocabulário militar, significa envolver mais de uma Força Armada e reunir militares de diferentes países. O objetivo foi compartilhar conhecimentos, coordenar procedimentos e funcionar de forma integrada diante de situações em constante evolução.
Missões de proteção e mobilidade
Entre as tarefas executadas estiveram a distribuição de ajuda humanitária e a proteção de campos de deslocados, atividades sensíveis por ocorrerem em ambiente de instabilidade. As tropas também treinaram desobstrução de vias e escolta de comboios, ações essenciais para garantir deslocamentos e o cumprimento de missões da força multinacional.
Ameaças simuladas: explosivos, contaminação química e drones
O treinamento incluiu procedimentos para detectar e neutralizar artefatos explosivos, exigindo proteção de áreas e atuação de equipes especializadas. Houve ainda simulação de contaminação química, com execução de protocolos de descontaminação de ambientes. A defesa contra sistemas aéreos remotamente pilotados também integrou o cenário de operações de paz, embora o material divulgado não detalhe quais sistemas, sensores ou métodos foram utilizados nessa defesa.
Evacuação aeromédica exige coordenação entre capacidades
A evacuação aeromédica demonstrou a necessidade de integração entre segurança, atendimento, comunicação, transporte e sincronização de diferentes elementos. Em um exercício que reuniu Marinha, Exército e Força Aérea, e com a presença de militares de outras nacionalidades, a coordenação conjunta foi apontada como elemento-chave para o sucesso das missões.




