Militares dizem que na Venezuela não haverá golpe de Estado nem transição

As Forças Armadas da Venezuela descartaram nesta terça-feira (14), a possibilidade de um golpe de Estado no país ou um governo de transição, e criticaram os opositores por estimularem o bloqueio econômico dos Estados Unidos .

Em um ato em que altos comandos assinaram um memorando contra as novas sanções do presidente americano, Donald Trump, anunciadas na semana passada, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, se referiu aos opositores como “traidores” que buscam quebrar o apoio militar a Nicolás Maduro .

“Não vai haver nem golpe de Estado, nem governo de fato, nem transição alguma”, assegurou o ministro da Defesa e comandante da Força Armada. Aqui não vai instalar nenhum governo porque há uma Força Armada consciente de suas obrigações morais e constitucionais.

O líder opositor Juan Guaidó , reconhecido como presidente interino por meia centena de países, incluindo o Brasil, tentou duas vezes romper a lealdade dos militares a Maduro: em 23 de fevereiro com a entrada fracassada de doações internacionais no país, e em 30 de abril com o motim de uma pequena tropa em Caracas.

Guaidó , que se proclamou presidente interino depois que o Legislativo declarou Maduro em usurpação do poder, rejeitou a intenção da Assembleia Constituinte (oficialista) de antecipar as eleições do Legislativo, cujo período termina em dezembro de 2020.

Segundo ele, uma antecipação das eleições parlamentares seria um desastre para o governo Maduro. O líder opositor é o atual presidente da Assembleia Nacional,  hoje o único poder controlado pela oposição.

“O que aconteceria se o regime hoje ousasse, e pudesse, dar lugar a uma convocação irregular e antecipada de eleições sem quaisquer condições? Eles se afogarão em contradições, em isolamento, vão se afogar em um desastre”, declarou Guaidó aos jornalistas antes de uma sessão da câmera.

Aqui estamos firmes e de pé, exercendo nossas funções. Padrino, por sua vez, afirmou que o governo vai continuar defendendo a democracia: O presidente Nicolás Maduro que foi eleito pelo povo, rebateu.

A decisão do governo de abandonar a nova rodada das negociações com a oposição em Barbados , no Caribe, após o aumento das sanções impostas pelos Estados Unidos complicou mais uma vez a situação política na Venezuela.

As negociações em Barbados estavam centradas na possibilidade da antecipação de eleições gerais, em troca da suspensão de pelo menos parte das sanções. Agora, nos bastidores, há indícios de que a oposição, cada vez mais dividida, parece estar sem um plano B.

  • Com agências internacionais

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Source: DefesaTV Mundo

Governo da Nigéria usa forças mercenárias na luta contra Boko Haram e dá calote após vitória

Um “empresàrio sul-africano” de excelente reputação no setor de segurança especializada, que ajudou o exército nigeriano a recuperar enormes quantidades de território dos insurgentes do Boko Haram acusou o governo do país de desperdiçar os ganhos obtidos com sua ajuda além de não honrar a continuidade dos pagamentos em contrato.

As imagens atuais do Coronel EEben Barlow são raras, mas uma das mais famosas é dessa “publicidade” da sua empresa anterior, a Executive Outcomes. Imagem via blog pessoal Eeben Barlow.

O “empresàrio não é qualquer proprietàrio de alguma empresa de PMC da atualidade, mas sim o respeitado e jà quase lendàrio Coronel Eeben Barlow, um veterano comandante das Forças de Defesa Sul-Africanas da era do apartheid, liderou uma equipe de mercenários europeus e sul-africanos que secretamente treinaram uma força de militares nigerianos de elite em 2015, entre outras de algumas nações africanas e do Oriente Médio.
Contratados pelo então presidente Goodluck Jonathan, os “mercenários” de Barlow foram responsáveis ​​por expulsar o Boko Haram da maioria de suas fortalezas no nordeste da Nigéria, pois à anos as forças regulares nigerianas mal conseguiam enfrentar os terroristas islâmicos, esses em muito menor numero frente às forças nigerianas razoavelmente bem armadas e em superioridade média de 150×1!!!.

Mesmo em muito menor nùmero, os terroristas islâmicos do Boko Haram na Africa estão inflingindo grandes perdas às forças regulares de muitas nações africanas devido à três fatores principais: 1- O fanatismo religioso com apoio técnico de terroristas que vem à Africa com experiência militar do Oriente Médio, muitas vezes obtidas com treinamento em forças armadas regulares apoiadas pelos USA, Irãn ou Aràbia Saudita. 2- A cooptação de militantes mediante a simples oferta de alimentação farta que é desviada de carregamentos de ajuda humanitària, incluìndo a promessa de facilitação para a imigração para a Europa. 3- A grande e reinante desorganização, corrupção e indiciplina das tropas regulares que reina absoluta à décadas nos paìses africanos.

Mas depois de apenas três meses após as eleições na Nigéria, seu contrato foi cancelado pelo novo presidente, Muhammadu Buhari, que declarou para diversas mìdias na época que o exército nigeriano deveria ser capaz de fazer o trabalho sozinho…

O Coronel Barlow quebrou seu silêncio para acusar Buhari de prolongar desnecessariamente a guerra, dispensando a expertise dos mercenários profissionais. Em uma postagem através de sua rede social , ele afirmou:
“É triste que o presidente preferisse a derrota acima da vitória, já que os soldados só podem fazer o que são treinados, equipados e levados a fazer…”Faça mal e eles morrerão.”

Ele acrescentou: “Muitos dos homens que treinamos … permaneceram em contato conosco, implorando por nosso retorno à Nigéria. Eles também nos disseram que estavam a beira da exaustão com missões inùteis…”
Col Barlow acrescentou: “As incursões nas aldeias e o massacre e sequestro de inocentes e indefesos continuaram – e em alguns casos se intensificaram sob o governo do presidente Buhari, então isso evidencia uma situação de incompetência ou de conivência com os terroristas islâmicos do Boko Haram!”

Enquanto os comentários de Col Barlow poderia ser visto como lamentos em perder seu contrato, eles ecoam preocupações mais amplas que Boko Haram está agora a recuperar a força e retornar à agir com mais selvageria.

De acordo com a Global Security e a BBC, na região detalhada pelo traço em preto é completamente controlada pelo Boko Haram. à pelo menos 10 anos! Imagem via Global Security.

Seqüestros e assassinatos continuaram em grande escala por toda a Nigéria, apesar da reivindicação de Buhari no ano passado de ter esmagado o grupo em seu “último enclave” na Floresta Sambisa. Uma facção do Boko Haram, aliada do Ísis, também montou 17 ataques a bases do exército neste ano, com a participação até 100 combatentes, registrados em um ataque na remota cidade de Metele, no deserto, em 18 de novembro de 2018.

Ele disse que em 2015, sua empresa havia alertado o governo nigeriano que, a menos que a força de ataque tivesse permissão para “aniquilar” definitivamente o Boko Haram, o grupo se espalharia para o vizinho Chade, Níger e Camarões, onde se tornou bem estabelecido e também goza da “prevaricação” dos governos locais.

Col Barlow foi um dos fundadores da Executive Outcomes, uma empresa militar privada formada por muitos ex-membros das forças de segurança da África do Sul. Um dos primeiros “exércitos privados” modernos, em 1995 ajudou com sucesso o governo de Serra Leoa a defender-se contra os rebeldes da Frente Unida Revolucionária, notória por decepar a genitàlia de seus inimigos.

Apresentação tela do site da “nova empresa ” do Coronel Barlow, ex-Executive Outcomes, uma das mais famosas empresas de PMC’s do mundo. Imagem via redação Orbis Defense Europe.

Atualmente o Coronel Eeben Barlow possui uma nova empresa, conhecida como “Specialized Tasks” Training, Equipment and Protection, acredita-se que enviou cerca de 100 homens para essa missão na Nigéria.

Com informações de Colin Freemam & The Telegraph via redação Orbis Defense Europe.

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Forças anti-Assad abatem SU-22 da Força Aérea Árabe Síria (SyAAF)

Na tarde de 14 de agosto, um avião de combate modelo Su-22 da Força Aérea Árabe Síria (SyAAF) foi derrubado enquanto efetuava um ataque sobre alvos rebeldes na zona rural do sudeste de Idlib.

Destroços do SU-22 Sirio abatido hoje. Imagem via SANA Syria/Southfront.

A facção de nome Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) e seus aliados da chamada sala de operações “al-Fatah al-Mubin” alegaram que suas “companhias de defesa aérea” foram as causadoras da derrubada do Su-22. No entanto, isso ainda está em investigação.

As forças rebeldes alegam também que capturaram o piloto depois de derrubar seu avião, perto da cidade de al-Tamanah, no sudeste do campo de Idlib, diz um comunicado de imprensa da al-Fatah al-Mubin. Porém, vídeos divulgados por ativistas da oposição sugerem que o Su-22 explodiu no ar. O fogo de defesa aérea ou uma falha técnica podem causar tal explosão.

Esta foi a primeira perda confirmada do SyAAF este ano. O incidente mais recente ocorreu em 24 de julho de 2018, quando um avião de guerra Su-22M4 foi abatido sobre o oeste de Daraa por disparos israelense de seus sistemas de defesa aérea.
A mídia estatal síria e os militantes provavelmente revelarão mais informações sobre a queda do Su-22 nas próximas horas.

Com informações da SANA Syria via redação Orbis Defense Europe.

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Descoberta de um contâiner CLE MK III da 2a Guerra intacto em floresta na França

O Armée de Terre (Exército Francês) e o ONF – Office National de Forêts (Proteção Florestal) acharam por acaso, nesse dia 13 de agosto, um contêiner aerotrasportado de metal da Segunda Guerra Mundial. O achado ocorreu apòs uma marcha na floresta no campo militar dos Canjuers, e, aparentemente se trata de um container type C.L.E. MK III.
O Exército e o ONF realizam a cada ano campanhas de limpeza técnica das diferentes zonas do acampamento militar na floresta de Canjuers, através de ações de limpeza permitindo a reabertura de ambientes fechados apòs os treinamentos de tiro real do Exército na àrea.
Isso contribui para a proteção da floresta contra incêndios e também promove o desenvolvimento e implantação de espécies animais ou vegetais, e, foi durante uma das marchas de inspeção dos acampamentos de verão que uma equipe descobriu um contêiner de metal que data da Segunda Guerra Mundial.

Um contâiner aerotrasportado ou “air pallet” contendo armas e munições. Este, original de época e também encontrado apòs a guerra foi fotografado em um museu na França na Ville de Perigneux em 2009. Foto por Yam Wanders.

75 anos atrás, esses contêineres eram carregados com todo tipo de material e suprimentos, contendo desde cigarros e medicamentos até armas e munições, e eram lançados de pára-quedas pela aviação aliada todas as noites nos campos, destinados aos combatentes da Resistência que se refugiavam nas florestas altas da região de Canjuers que hoje fazem parte do Parque Florestal de Verdon (não confundir com Verdun, norte da França).

A região foi amplamente “burrifada” de suprimentos por via aérea antes da invasão aliada na Provença entre junho e julho de 1944.

Aproximadamente 700 contâiners desse modelo foram largados somente na região da floresta de Canjuers durante a guerra e aproximadamente outros 10 mil por toda a França. E com o aumento das atividades de esportes de aventuras e trabamhos de conservação florestal, esse tipo de achado tem se tornado frequente nas regiões de floresta antes não frequentadas por praticantes de trekking e outras atividades na natureza.

As autoridades militares alertam para que quando alguém encontrar tal tipo de achado, que alerte a Policia ou Bombeiros para a devida verificação do objeto, pois muitas vezes podem conter armas ou outros objetos de valor històrico, e em casos mais sérios, explosivos que ainda podem explodir com o manuseio inadequado.
No momento, esse contêiner está sendo restaurado antes de ser exposto em um local público e ainda não foi revelado o seu conteùdo.

Com informações Var-Matin, TL7 Saint Etienne via redação Orbis Defense Europe.

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Diplomata ucraniano é expulso da Rússia em resposta recíproca a Kiev

Em um comunicado feito nessa terça-feira (13) o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, afirmou que um diplomata do Consulado Geral da Ucrânia em São Petersburgo foi expulso da Rússia como uma resposta recíproca às ações de Kiev contra um diplomata russo, que ocorreu em maio.

“Em maio de 2019, os serviços de segurança ucranianos criaram uma provocação, declarando como persona non grata um diplomata do Consulado Geral da Rússia em Lviv sem nenhum motivo. Kiev não apresentou provas de qualquer atividade ilegal conduzida por nosso diplomata que fosse além do cumprimento de suas obrigações profissionais relacionadas ao trabalho da missão consular”, informou o comunicado.

“Em resposta a um movimento tão hostil e infundado por parte de Kiev, o lado russo foi forçado a declarar, numa base recíproca, um diplomata do Consulado Geral da Ucrânia em São Petersburgo como persona non grata”, acrescenta a nota.

As relações entre Rússia e Ucrânia deterioraram-se a partir de 2014, depois que a Crimeia se separou da Ucrânia e foi reintegrada à Rússia após o resultado de um referendo. Além disso, Kiev acusa Moscou de interferir nos assuntos internos e apoiar as forças contrárias ao governo no Leste da Ucrânia. O Kremlin nega qualquer envolvimento na crise ucraniana.

  • Com agências internacionais

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Dois navios da U.S. Navy tem aportagem negada em Hong Kong

O USS Green Bay (LPD-20) e o USS Lake Erie (CG-70) foram impedidos de visitar Hong Kong, declarou o porta-voz da US Pacific Fleet, Comandante Nate Christensen na terça-feira.

O USS Green Bay faz parte do Wasp Amphibious Ready Group e tem embarcado, cerca de 700 fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais baseada em Okinawa, no Japão. O ARG havia completado recentemente o exercício Talisman Saber da Austrália. O USS Lake Erie é um cruzador de mísseis guiados com sede em San Diego, Califórnia.

A negação ocorre em meio aos protestos contra o governo na região semi-autônoma desde o início de junho. Nos últimos dois dias, manifestantes ocuparam o aeroporto de Hong Kong e forças policiais especiais chineses foram concentrados ao longo da fronteira com Shenzhen, segundo informações .

Autoridades do Ministério das Relações Exteriores chinesas acusaram o governo dos EUA em geral e a CIA especificamente de encorajar os protestos em Hong Kong e usam esse argumento para a negação de aportagem aos navios da U.S. Navy.

Em outubro, as autoridades chinesas negaram a entrada do USS Wasp (LHD-1) no porto, enquanto Washington e Pequim estavam envolvidas em um conflito por comércio e acordos de armas com a Rússia.

“O lado chinês analisa e aprova tal pedido de acordo com o princípio de soberania e situação específica, caso a caso”, declararam autoridades chinesas na época.

A declaração foi a mesma que os chineses usaram em 2016 quando o porta-aviões USS John C. Stennis (CVN-74) foi impedido de fazer uma visita aos portos depois que os EUA efetuaram manobras no Mar da China Meridional que incluiu a visita do então Secretário de Estado Ash Carter.

Depois que dois bombardeiros B-52 da Força Aérea dos EUA ignoraram as exigências chinesas impostas por uma Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) no Mar da China Oriental em 2014, a China negou a visita de Hong Kong ao destróier de mísseis guiados USS Halsey (DDG-97).

Com informações de Sam LaGrone/U.S. Naval Institute via redação Orbis Defense Europe.

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UNITAS LX fortalece a cooperação internacional entre 15 países

Pela sexta vez, a Marinha do Chile sediou o exercício naval internacional UNITAS LX (60, em romanos), desta vez nas cidades portuárias de Valparaíso e Coquimbo, entre os dias 24 de junho e 3 de julho.

Participaram do treinamento anual mais de 1.800 militares, para fortalecer as operações de cooperação internacional e de segurança e assim poder enfrentar juntos qualquer ameaça contra as nações parceiras.

“Estamos nos preparando de forma conjunta e combinada para podermos operar como uma só força”, disse o Contra-Almirante da Marinha do Chile Yerko Marcic, comandante em chefe da Esquadra Nacional Chilena, líder do exercício.

“O livre uso do mar é uma condição fundamental para a prosperidade e o desenvolvimento. Torna-se cada vez mais necessário proteger as áreas e as linhas de comunicações marítimas”, finalizou.

O UNITAS (unidade, em latim) é o exercício marítimo multinacional mais antigo do mundo. É realizado desde 1959 no âmbito do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, com o patrocínio das Forças Navais do Comando Sul dos EUA (USSOUTHCOM).

Desde 2001, o treinamento está projetado para ser feito em duas fases: Pacífico e Atlântico. A última vez em que o Chile sediou esse encontro (Pacífico) foi em 2015.

A 60ª edição do UNITAS teve a participação das marinhas da Alemanha, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Honduras, Itália, México, Nova Zelândia, Peru, Reino Unido e Turquia.

As forças navais utilizaram 10 navios de superfície, quatro helicópteros, quatro aeronaves de exploração e um submarino, entre outros equipamentos, para trabalhar não apenas em nível tático, mas também no processo de planejamento e capacitação para conduzir uma força multinacional.

“Nós também projetamos a avaliação das capacidades dos diversos países e a maneira de complementá-las, para aproveitar o melhor de cada uma delas no material, na doutrina e no treinamento”, acrescentou o C Alte Marcic.

Após as etapas de planejamento e coordenação no porto, veio a fase de cenários marítimos, que simulou um conflito armado entre dois países, que determinaram o destacamento de uma força multinacional para restaurar a ordem no mar.

Nesse cenário bélico fictício, ocorreu um grande terremoto de 8,7 graus na escala Richter, que atingiu o país mais hostil, o que fez com que a força multinacional modificasse seu plano de operações para socorrer a população afetada.

“A iniciativa serviu ainda para solucionar problemas significativos, como assistência humanitária, resposta a desastres e segurança dos países, enquanto utilizávamos os diferentes recursos navais”, disse à imprensa o Contra-Almirante da Marinha dos EUA Donald Gabrielson, comandante das Forças Navais do SOUTHCOM.

Por sua parte, o Capitão de Fragata da Marinha da Colômbia Jaime Montañez, comandante da lancha rápida de ataque ARC Independiente FM-54, declarou que “será sempre conveniente contar com mais helicópteros e submarinos dos países vizinhos que possam apoiar.”

“Nessa edição, queríamos apresentar todas as variáveis [catástrofes, operações de interesse marítimo, segurança e comunicações marítimas] quase ao mesmo tempo, como um desafio para o planejamento dos cursos de ação”, explicou o C Alte Marcic.

“Pudemos comprovar as vantagens para a Marinha do Chile que representa o fato de termos o poder naval e o serviço marítimo sob um comando unificado. Isso se tornou um fator de força, já que pudemos utilizar todos os recursos existentes nas situações apresentadas, o que multiplica a capacidade disponível.”

A competição para atingir um grau adequado de eficiência de comando e controle é um dos principais objetivos do exercício e o mais complexo para ser alcançado, devido à diferença dos sistemas e doutrinas entre os participantes.

No entanto, o exercício permitiu comprovar que as forças navais da região têm os padrões de treinamento e preparo profissional para planejar, conduzir e participar como parte de uma força multinacional.

“O trabalho em equipe e a sincronização perfeita não permitem erros, pois são atividades de risco, e devemos maximizar as medidas de segurança para poder concretizar o propósito desses exercícios de guerra”, disse à imprensa o Capitão de Fragata da Marinha do Equador Jimmy Pozo, comandante da corveta de mísseis BAE Loja. O Equador sediará a próxima edição do UNITAS, em 2020.

Clique para exibir o slide.

  • Com informações da Revista Diálogo América, por:Julieta Pelcastre 

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Coreia do Sul diz que exercícios militares com os EUA, não são direcionados a Coreia do Norte

Segundo a agência Yonhap, o Ministério de Unificação da Coreia do Sul informou que os atuais exercícios militares conjunto com os EUA, não são direcionados a Coreia do Norte. O porta-voz acrescentou que o exercício “não é uma violação dos acordos militares entre o Norte e o Sul”.

“Não é um treinamento de campo dirigido contra o Norte, mas sim um posto de comando simulado com a intenção de preparar a transferência do controle operacional em tempos de guerra (de Washington a Seul)”, falou o porta-voz do ministério, Lee Sang-min.

No dia 11 de agosto, uma autoridade do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte declarou que, Pyongyang não manterá contatos com Seul, a menos que uma “desculpa plausível” seja apresentada para os “exercícios de guerra agressivos”.

A Coreia do Norte, por outro lado, realizou cinco lançamentos de projéteis desde o dia 25 de julho. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, descreveu esses testes como uma “advertência relevante” contra um novo exercício militar conjunto entre a Coreia do Sul e os EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, com quem Kim Jong-un se reuniu três vezes desde junho de 2018 para tratar da desnuclearização da península coreana, disse no dia 9 de agosto que, o líder norte-coreano se desculpou em uma carta sobre o recente testes de mísseis e prometeu suspender as atividades assim que as manobras conjuntas de Washington e Seul terminarem.

  • Com agências internacionais

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Após 30 anos de serviço, Tucanos começam ser retirados na Inglaterra

A história dos Tucanos na Inglaterra está para acabar. O mês de outubro fora definido, como data, para que o treinador desenvolvido pela Embraer e fabricado sob licença no Reino Unido, pela empresa pela Short Brothers, seja retirado do serviço após 30 anos, revela a revista Asas em seu site.

Para comemorar, a Royal Navy (RN) e a Royal Air Force (RAF) vão realizar demonstrações aéreas para celebrar o adeus da aeronave. Com duas aeronaves, o Tucano Display Team trabalhou durante meses para conseguir à autorização necessária para as demonstrações aéreas, algo que não ocorria desde 2014.

As apresentações estão programadas para acontecer até meados de setembro, incluindo uma presença de três dias em Sanicole, na Bélgica.

O “Tucano inglês’, conta com um motor Garrett TPE331, mais potente que o PT6A-25C2 que equipa as aeronaves fabricadas no Brasil. Apesar do visual semelhante, o índice de comunalidade com a versão original é de cerca de 50%.

Ao todo, 130 unidades foram recebidas pela RAF entre junho de 1988 e janeiro de 1993. As aeronaves foram utilizadas na formação de aviadores que voaram ou voam jatos como o Euroghter, F35, Harrier e Tornado.

Doze unidades foram exportadas para o Quênia e outras 16 para o Kuwait. As aeronaves serão substituídas pelo Beechcraft Texan II T MK1, de origem norte-americana. Na Força Aérea Brasileira (FAB), o Tucano já passou dos 35 anos de operação.

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Entrevista com Iván Simonovis, ex-chefe Nacional de Operações da Venezuela

Iván Antonio Simonovis Aranguren, 59, foi condenado a prisão por sua suposta responsabilidade nas mortes ocorridas em abril de 2002, em um incidente conhecido como o “Massacre de Puente Llaguno”, durante o fracassado golpe de Estado contra Hugo Chávez.

Simonovis, ex-chefe de segurança da Prefeitura Metropolitana de Caracas e ex-chefe Nacional de Operações da Venezuela, foi detido quando estava prestes a viajar para os Estados Unidos e foi condenado a 30 anos de prisão.

Devido à sua saúde debilitada, mais tarde foi transferido para prisão domiciliar. No entanto, os defensores do ex-policial insistem que sua culpa nunca foi comprovada e que a sua prisão foi feita em decorrência de uma vingança política.

Em maio de 2019, apesar da vigilância reforçada em sua casa em função de um indulto assinado pelo presidente interino da Venezuela Juan Guaidó, Simonovis conseguiu empreender uma fuga cinematográfica, que envolveu a escalada de uma parede de 25 metros, o uso de um bote e de uma pequena aeronave, para chegar aos Estados Unidos.

Para falar sobre o presente e o futuro da Venezuela, Diálogo conversou com Iván Simonovis em Miami, onde tem residência temporária, além de um escritório em Washington, D.C.

  • Por que você decidiu fugir de sua casa, embora soubesse que a vigilância estava reforçada?

O número de policiais em frente à minha casa foi redobrado, começaram a bisbilhotar e faziam fotos minhas diárias com um jornal do dia. Eu tinha a foto, uma pulseira eletrônica, e essa é a maneira típica com a qual eles controlam as entradas e saídas da casa.

Minhas visitas eram restritas, minhas declarações eram restritas, meu uso da mídia e das redes sociais era restrito. Assim sendo, decidi que era hora de buscar uma saída e buscar minha liberdade.

Eu soube também que meu caso havia sido levantado em uma reunião com Maduro em Miraflores, porque queriam soltar alguns presos políticos e chegaram ao meu nome, e ele disse:

“Não, que esse continue onde está. Que ele morra nesse lugar”. Tudo indicava que eu jamais teria possibilidade de sair e que envelheceria sozinho dentro da minha casa; foi então que decidi fugir e sair do país.

  • Você teve ajuda de agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional? Isso demonstra uma ruptura entre os agentes do SEBIN e Nicolás Maduro?

É impossível que uma pessoa como eu, com o nível de importância que Iván Simonovis tem para o governo, sem qualquer tipo de documentação, saia de casa em Caracas e em seguida deixe o país, sem a ajuda de funcionários militares e policiais.

Existe uma série de funcionários de polícia e oficiais militares que são contra o que vem acontecendo no país. Há o que eu chamo de memória genética do que é a realidade, do que é a democracia, e eles simplesmente não estão satisfeitos nem contentes.

Eles passam pelas mesmas penúrias por que passam todos os demais cidadãos: falta de comida, falta de remédios, salários muito baixos, não são treinados e não estão equipados, ou seja, são condições extremamente deploráveis.

Essas pessoas me ajudaram a sair da Venezuela, com o compromisso de que, uma vez em território dos EUA, eu sondasse como articular reuniões, como eu poderia ajudar, como eu poderia passar as informações que eles mesmos estão me fornecendo, para de alguma forma agilizar a saída ou a queda do regime.

  • Por que, com tudo isso que você mencionou, tantos militares e policiais ainda apoiam Maduro?

Existe um ditado que diz que a dieta favorita do ditador é pão e água. É a pão e água que você será mantido. Na Venezuela existem atualmente 800 presos políticos: 600 civis e 200 militares.

Basta ver o que acabou de acontecer há alguns dias com o Capitão de Corveta da Marinha Acosta [Rafael Acosta Arévalo, que estava sob custódia das autoridades venezuelanas por sua suposta participação em uma conspiração contra Nicolás Maduro e que aparentemente foi torturado até a morte na prisão], para que você veja até onde esses senhores são capazes de chegar.

Ou seja, absolutamente nada lhes importa. Todas essas estratégias que eles utilizam são práticas que já existem há 60, 70 anos, e deram resultados em Cuba, deram resultados em outros lugares, porque isso faz parte de um estudo que tenho a certeza de que eles fizeram.

Todos na Venezuela têm medo de conversar entre si, ou seja, já lhes mandaram uma mensagem subliminar de que não se pode confiar em absolutamente ninguém. Às vezes eu falava com cinco funcionários e dos cinco nenhum deles confiava nos demais. Eles me diziam “não confie nele” e, no entanto, eles confiavam em mim.

  • Falando de segurança, qual é o principal problema da Venezuela atualmente?

A guerrilha colombiana em geral, o ELN e as FARC, que não são um problema apenas para a Venezuela, mas para todos os países vizinhos e também para os Estados Unidos. Eles estão protegidos, estão sob o manto protetor do governo do ditador Maduro.

O Hezbolá é outro grande problema. Eles têm empresas e fazem coisas que parecem legais na Venezuela, mas isso é só fachada; as coisas que eles financiam são para fazer atividades ilegais fora da Venezuela.

Isso não é uma ameaça para a América Latina, não é uma ameaça para os Estados Unidos; é uma ameaça para o mundo. É como a terra de ninguém, é como o ISIS [Estado Islâmico, em inglês] na Síria e como todos esses grupos que andam pelas terras de ninguém, planejando e praticando atos sem que ninguém lhes toque.

  • O que podem fazer os países que vêm sendo mais afetados com a imigração em massa de venezuelanos, como Brasil, Colômbia, Equador e Panamá?

Eu diria que se deve fazer algo exatamente como foi feito durante a II Guerra Mundial. O que fazer para deter Hitler? Naquela ocasião, se aliaram até aqueles que ninguém imaginaria que poderiam se aliar, como os russos e os americanos.

Mas, houve uma coalizão de países que tiveram a resoluta determinação de deter Hitler e sua máquina assassina. E como isso foi feito? Houve uma coalizão que entrou em um acordo e determinou o dia; eles se prepararam, se uniram, treinaram juntos e invadiram os países que deveriam invadir através da Normandia, para poderem retomar a França e recuperar tudo o que [Hitler] havia feito.

Ou seja, na minha opinião, esse é um ponto que é mais político do que o da minha expertise. É uma decisão política do Equador, Colômbia, Brasil, Panamá, países das Antilhas no Mar do Caribe, que se vêm afetados como todos os demais.

Em primeiro lugar, no lado econômico, porque quando 500.000 pessoas passam pelas suas fronteiras, ocorre um desequilíbrio econômico muito grande, mais ainda para esses países que não são ricos.

Por outro lado, é público e notório que nos países do sul existem criminosos venezuelanos que já não podiam continuar operando na Venezuela, porque, segundo eles, “aqui não há mais nada para roubar”, e foram para outros países.

No Peru, no Equador, na Colômbia, há quadrilhas criminosas assassinando e assaltando bancos, joalherias… então, são dois problemas que essas pessoas têm. O que você faz quando um câncer tem metástase? É preciso fazer uma limpeza completa e letal.

Assim, eu diria que o mundo precisa tomar uma posição e dizer: “vamos fechar a Venezuela completamente e vamos fazer algo com hora e data marcadas. Vocês têm dois dias, três dias, um mês para deter isso, caso contrário nós vamos entrar e tirar todos de lá”.

  • Como será o futuro da Venezuela?

Há 30 anos, ninguém jamais imaginaria que a Colômbia se tornasse a potência que é hoje. É um país próspero, um país com pessoas cultas, um país com tecnologia.

E não é um país rico, porque a Colômbia não é um país rico. Nós temos a nosso favor a possibilidade de sair da crise principal em um tempo prudencial, razoável, muito curto.

Em três anos a Venezuela estará fora disso. Após há um processo de educação, que durará cerca de 20 anos. Entretanto, é preciso que se faça, é preciso recuperar os princípios, a moral. Tudo isso deve envolver a sociedade, as polícias, os políticos, tudo.

Creio que isso é algo que se pode fazer, sempre e quando existirem os líderes necessários, os bons líderes, e que o cidadão venezuelano entenda verdadeiramente que roubar, que ser o esperto, não leva a nada. É uma questão de cultura. E essa cultura deve ser trabalhada; ela é plausível, sempre e quando for posta em prática.

  • Com informações da Revista Diálogo, por: Marcos Omatti

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