Parlamento iraquiano aprova resolução para expulsão de tropas americanas do País

O Parlamento do Iraque aprovou neste domingo (05) uma resolução que pede ao governo o fim das atividades de tropas estrangeiras no país. A medida tem como alvo principal a presença de militares americanos no país e foi votada dois dias depois de um ataque dos EUA que matou o general Qassim Soleimani, em Bagdá.

O ataque provocou uma onda de indignação em vários setores políticos e religiosos do Iraque e aumentou a tensão entre os americanos e iranianos.

O texto pede, ainda, que sejam suspensos quaisquer pedidos de ajuda solicitados pelo Iraque ao governo dos Estados Unidos e que quaisquer tropas estrangeiras sejam impedidas de usar o espaço aéreo e as águas do Iraque. Atualmente, os EUA mantêm 5.000 militares no país; a maioria atuando como consultores.

O Parlamento também quer que o governo apresente uma queixa urgente às Nações Unidas e ao Conselho de Segurança contra os EUA por violação da soberania e da segurança do Iraque.

Além disso, pleiteia-se uma investigação de alto nível sobre as circunstâncias do bombardeio dos EUA, que deve ser apresentada à Câmara em até sete dias.

Ao contrário de uma lei, a resolução aprovada pelo Parlamento não obriga o governo iraquiano a cumprir a decisão. No entanto, o texto foi solicitado pelo próprio primeiro-ministro do Iraque, Abdel Abdelmahdi, que agora deve decidir se vai mesmo assinar a medida.

Durante a sessão extraordinária do Parlamento, Abdelmahdi classificou a morte de Soleimani como um “assassinato político”.

O premiê ainda disse que tropas estrangeiras que estão no Iraque deveriam se limitar a treinar as forças do país e ajudar a atacar os remanescentes do Estado Islâmico “sob a supervisão e aprovação do governo iraquiano”. “Nenhuma tropa estrangeira está autorizada a conduzir suas próprias ações militares dentro do Iraque”, disse.

No sábado (04), milhares de iraquianos acompanharam a procissão fúnebre de Soleimani em Bagdá, antes que o corpo do general fosse transportado para o Irã.

Apesar de o ataque americano ter sido encarado como uma violação da soberania do Iraque, o Parlamento do país não se mostrou totalmente unido na aprovação da resolução. A sessão teve a presença de  apenas 168 dos 329 deputados.

Facções xiitas alinhadas com o Irã pressionaram pela expulsão, enquanto dezenas de parlamentares sunitas e curdos, que temem a influência de Teerã, não apareceram para votar – presumivelmente porque ainda apoiam a presença americana.

Atualmente, o acordo legal entre Bagdá e Washington estabelece que as tropas americanas estão no Iraque “a convite” do governo iraquiano. Dessa forma, se Bagdá retirar esse convite, os EUA terão que se retirar.

Apesar da aprovação da resolução, setores xiitas consideraram a decisão insuficiente. O clérigo xiita iraquiano Moqtada al-Sadr, uma das figuras religiosas mais influentes do país e que lidera uma milícia, disse neste domingo que a resolução é “fraca”.

“Considero isso uma resposta fraca insuficiente contra violação americana da soberania iraquiana”, disse Sadr, que também lidera o maior bloco do Parlamento.

Segundo ele, o acordo com os EUA deve ser cancelado imediatamente e a embaixada dos EUA deve ser fechada. Ele ainda pediu que as tropas americanas sejam expulsas de “maneira humilhante” e que a comunicação com o governo dos EUA seja criminalizada.

Escalada de tensão

Ainda neste domingo, o governo do Iraque convocou o embaixador dos Estados Unidos no país e pediu à ONU que condenasse o ataque americano.

Em nota, o governo iraquiano classificou o bombardeio que matou Soleimani no aeroporto de Bagdá como “uma violação flagrante da soberania do Iraque e de todas as normas internacionais que regulam as relações entre países e proíbem o uso de seus territórios para executar ataques em países vizinhos”.

Também neste domingo, a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos que mantém presença no Iraque para combater o grupo terrorista Estado Islâmico  anunciou a suspensão das atividades de apoio e treinamento das tropas iraquianas para se concentrar na proteção das bases onde suas forças estão posicionadas no país árabe.

Em um comunicado, a missão disse que a proteção dessas instalações, que foram alvo de repetidos ataques com foguetes nos últimos dois meses, limita a capacidade de treinar parceiros e apoiar as operações contra o grupo jihadista.

“A nossa prioridade é proteger o pessoal da coligação. Estamos totalmente empenhados em proteger as bases iraquianas que acolhem as tropas da coligação”, diz a nota.

No sábado, a Otan, que também mantém uma missão no país, já havia anunciado a suspensão de atividades de treinamento de militares iraquianos. Entre os países que mantém consultores militares no país para dar assistência para os iraquianos está a Alemanha, que mantém 120 pessoas no Iraque.

Ainda diante da escalada de tensão na região, o Ministério de Relações Exteriores do Irã convocou novamente o embaixador suíço em Teerã, que representa os interesses dos Estados Unidos, para protestar contra as últimas ameaças do presidente americano, Donald Trump, e para dizer que se reserva o direito de responder.

“As declarações hostis e ameaçadoras do presidente dos EUA são inaceitáveis e violam completamente as regras internacionais”, disse o vice-ministro de Relações Exteriores, Abas Araqchi, ao embaixador suíço Markus Leitner.

Trump afirmou ontem à noite no Twitter que tem na mira 52 alvos no Irã em caso de possível retaliação à morte do general Qassim Soleimani, comandante da Força Quds, divisão de elite da Guarda Revolucionária iraniana, na última sexta.

O presidente dos EUA afirmou que o país selecionou como alvos locais de grande importância para o Irã e a cultura iraniana, embora a destruição deliberada de um patrimônio histórico seja considerada um crime de guerra pelas Nações Unidas.

Tal ameaça lembra, segundo Araqchi, a invasão da etnia mongol e as ações de grupos terroristas como o Estado Islâmico na destruição de locais culturais e históricos.

  • Com agências internacionais

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Marinha Real Britânica volta realizar escolta navios de bandeira britânica através do Estreito de Ormuz

A Royal Navy (Marinha Real Britânica) irá acompanhar navios de bandeira britânica através do Estreito de Ormuz, a fim de fornecer proteção aos mesmo, após o ataque aéreo realizado pelos EUA que culminou com a morte do general Qassem Soleimani, aumentando assim as tensões na região.

O governo do Reino Unido foi forçado a tomar tal decisão de escoltar seus navios pela hidrovia mais importante do mundo para remessas de petróleo por um tempo no ano passado, depois que comandos iranianos apreenderam um navio-tanque com bandeira britânica no Estreito.

As forças britânicas haviam capturado anteriormente um petroleiro iraniano perto de Gibraltar, acusado de violar sanções contra a Síria. A morte de Soleimani levantou temores de que os navios-tanque pudessem ser alvos novamente.

O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, disse que ordenou que os navios HMS Montrose e o HMS Defender se preparassem para retornar às tarefas de escolta de todos os navios que navegam sob uma bandeira mercante britânica.

Wallace disse que falou com seu colega dos EUA, o secretário de Defesa Mark Esper, e pediu moderação por todos os lados. “De acordo com o direito internacional, os Estados Unidos têm o direito de se defender daqueles que representam uma ameaça iminente a seus cidadãos”, acrescentou.

  • Com informações da agência Reuters

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Potência hacker e de desinformação, Irã deve usar web em retaliação aos EUA

Os Estados Unidos se preparam para uma série de ataques cibernéticos do Irã, uma das possíveis retaliações do país asiático após a morte do general Qassim Suleimani na sexta-feira (3). Tanto autoridades americanas quanto especialistas em cibersegurança alertaram para o poderio e a alta atividade iraniana neste campo.

Horas depois da confirmação da morte de Suleimani, o diretor da CISA (Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura, da sigla em inglês), Chris Krebs, usou o Twitter para compartilhar um comunicado emitido pelo órgão em junho de 2019. Este era um aviso do aumento da atividade maliciosa do Irã no ciberespaço, com ênfase em “destrutivos ataques wiper“, nos quais dados são deletados, em vez de um “simples” roubo de dinheiro e informações.

Fonte UOL

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Base militar no Quênia utilizada pelos EUA é atacada por grupo terrorista

O grupo ‘jihadista’ somali Al-Shebab realizou neste domingo (05) uma tentativa de ataque a uma base militar no leste do Quênia, também utilizada pelas forças armadas dos Estados Unidos, e pelo menos quatro terroristas morreram, segundo exército queniano.

“Esta manhã, por volta das 05h30 (hora local), houve uma tentativa de passar pela segurança da guarda na base aérea de Manda Air Strip. A tentativa foi repelida com êxito”, conforme comunicado das Forças de Defesa do Quênia (KDF).

“Até agora, quatro corpos de terroristas foram encontrados. A pista de pouso está segura. Devido à tentativa fracassada de invasão, ocorreu um incêndio que afetou alguns tanques de combustível localizados na pista. O fogo está sob controle e procedimentos de segurança padrão estão em andamento”, explicou a nota da KDF.

A base aérea de Manda Air Strip está localizada no condado de Lamu, na fronteira com a Somália, e também é usada por tropas norte-americanas. O grupo ‘jihadista’ somali Al-Shebab, ligado à Al-Qaida desde 2012, reivindicou o ataque num comunicado, identificando a base como “uma das muitas plataformas de lançamento da cruzada norte-americana contra o Islã na região”.

Este seria, portanto, o segundo ataque que este grupo terrorista comete na mesma região do Quênia nos últimos dias, já que na quinta-feira (02) um ataque a um ônibus deixou pelo menos três mortos e três feridos.

Desde outubro de 2011, quando o Governo queniano enviou tropas militares para a Somália em resposta a uma onda de sequestros supostamente realizada pelo Al-Shebab no seu território, radicais islâmicos perpetraram numerosos ataques no Quénia.

A esse grupo – que controla parte do centro e sul da Somália e aspira a estabelecer um Estado islâmico wahhabi (ultraconservador) naquele país – foi atribuído, por exemplo, o ataque de 15 de janeiro do ano passado contra um complexo hoteleiro em Nairobi que causou 21 mortos.

O Al-Shebab reivindicou o ataque com um camião-cisterna cometido em 28 de dezembro em Mogadíscio e no qual pelo menos 92 pessoas morreram e mais de 125 ficaram feridas, o pior ato terrorista do grupo desde 2017 na capital somali.

A tentativa de ataque à Manda Air Strip ocorre no meio da crescente tensão entre os Estados Unidos e países do Médio Oriente, causada pela morte do general iraniano Qassem Soleimani, que ocorreu num bombardeio dos EUA em Bagdad.

A ação militar dos Estados Unidos causou grande instabilidade nessa área e um crescimento das hostilidades contra os norte-americanos. Há também uma crise em ebulição, que poderá complicar a já difícil situação de segurança na África e, especialmente, na Somália.

A Somália vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, o que deixou o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias e senhores da guerra islâmicos.

  • Com informações do Jornal JN de Portugal

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Terrorismo assimétrico na Europa na noite de ano novo; mais de 3 mil veículos incendiados e milhares de agressões

Mais uma vez, o terrorismo assimétrico, que é considerado como “problema social”, causa milhares de danos materiais, e mais milhares de agressões contra cidadãos pela Europa. Os números são alarmantes, e como sempre, os países campeões na quantidade de ocorrências policiais graves são a França e Alemanha, consequentemente os que mais receberam imigrantes ilegais nos últimos anos.

Na França, apesar dos mais de 100.000 policiais mobilizados para fornecer segurança durante as festividades de Ano Novo, pouco se concretizou por parte das forças de ordem para impedir mais uma tradição maldita da comunidade juvenil de origem afro-árabe islâmica na França, que é o incêndio de carros nas ruas e até mesmo de prédios públicos.

Somente na região de Paris metropolitana, 38.000 bombeiros profissionais e voluntários e cerca de 9.000 policiais foram empenhados nas festas de Réveillon. No entanto, um jovem foi morto na capital , na região de Trocadéro (Torre Eiffel), durante uma briga.

Milhares de ocorrências de agressões, roubos e tentativas de estupros foram registradas, mas os números exatos não foram divulgados pelas autoridades policiais de Paris e de outras regiões.

A situação que a tempos é considerada como uma variedade de terrorismo assimétrico por especialistas em segurança pública, ainda é qualificada como simples problema social pelos políticos e autoridades policiais de alto escalão.

O saldo de carros queimados e outros veículos aumentou em comparação com o ano anterior: Oficialmente são 1.131 veículos queimados identificados, diretamente ou por propagação. No ano passado foram oficialmente 935. O ministério prefere destacar os números de 2012 e 2013, mais altos (respectivamente 1.193 e 1.067 veículos afetados).

Apesar dos altos índices de ocorrências, apenas 510 pessoas foram detidas e 349 permaneceram presas pela polícia em todo o território da França metropolitana de acordo com o Ministério do Interior.

Informações dos Bombeiros e Sindicatos Policiais não coincidem com informações do governo e grandes mídias

De acordo com informações extraoficiais fornecidas pelos Sapeurs-Pompiers (Bombeiros), os números não refletem a realidade, e, é claramente manipulado pelo governo e grandes mídias, que insistem em minimizar o problema para não comprometer a imagem do governo e suas “politicas sociais” de apaziguamento.

Analizando as informações divulgadas por redes sociais e denúncias de bombeiros e policiais anônimos, a quantidade de veículos incendiados é pelo menos três vezes maior que o divulgado!

Os relatos dos bombeiros é de que em dado momento, os mesmos não podiam simplesmente atender mais tantas ocorrências de veículos incendiados, dando prioridade somente para ocorrências de incêndios em residências, ou, veículos de grande porte em regiões nas quais a Polícia estava disponível para fazer a escolta dos Bombeiros, já que os ataques contra os mesmos continua com grande violência por parte das gangues afro-árabes islâmicas que infestam os bairros das grandes cidades.

Também foram relatados diversos incêndios em residências, prédios públicos, comércios e bancos, entre outros, o que caracteriza uma possível ação coordenada planificada!

Outra característica dos acontecimentos são que os ataques ocorrem contra veículos de bairros de classe média baixa, e que não possuem habitantes de origem afro-islâmica. A situação é evidente de uma revolta de camadas da população que não fazem questão da convivência harmônica com os demais, visando somente cidadão nativos não oriundos do meio afro-islâmico.

Uma das comunidades que mais sofreu ataques nessa noite de ano novo de 2020 foram os asiáticos do 13eme arrondissement e indianos do 17eme arrondisement de Paris, nas demais cidades da França a preferência dos ataques é sempre contra a população francesa nativa de classe média/média baixa.

Alemanha campeã de violências de imigrantes ilegais contra mulheres

Na véspera de Ano Novo, cerca de mais de uma centena de agressores atacaram a Polícia e Bombeiros com fogos de artifício em várias grandes cidades da Alemanha.

Somente em Frankfurt, pelo menos três a quatro centenas de veículos foram incendiados na véspera de Ano Novo. Enquanto tentavam apagar os incêndios, os bombeiros foram alvos de ataques com fogos de artificio. Vários bombeiros ficaram levemente feridos, a polícia prendeu vários suspeitos, mas mais uma vez teve que liberar os detidos por falta de provas e/ou testemunhas.

Várias centenas de mulheres foram agredidas sexualmente e muitas estupradas, porém, os números das estatísticas continuam sendo maquiados de acordo com os sindicatos de polícia e ONG’s de direitos dos cidadãos, que denunciam o fato dos estupros somente serem considerados como tal depois de um rigoroso exame e atestação médica, e antes disso, o caso é inicialmente registrado apenas como averiguação de agressão!

A polícia prendeu vários suspeitos de agressões sexuais contra várias centenas de mulheres e homens, mas pouco pode ser feito se não ocorre um flagrante e/ou o reconhecimento pelas vítimas.

  • Com informações Radio France Inter, France 3, TL7, AFP, Le Progress via redação Orbis Defense Europe.
  • https://www.fnp.de/frankfurt/frankfurt-details-nach-silvester-randale-muelltonnen-roedelheim-angezuendet-zr-13412067.amp.html

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Explosões em Bagdá e ataque de foguete contra a Embaixada dos EUA

A embaixada dos EUA na capital do Iraque, Bagdá, sofreu um ataques de foguetes, de acordo com um relato da correspondente da BBC Nafiseh Kohnavard em seu Twitter.

Foi confirmado que pelo menos um foguete explodiu dentro da Zona Verde da Embaixada dos EUA na capital iraquiana Bagdá, informaram fontes de segurança locais. De acordo com as informações obtidas, não houve dados imediatos sobre o número de vítimas no incidente.

A Sky News Arabia informou que um foguete atingiu a Zona Verde e bloqueou a estrada que levava à embaixada.

Helicópteros americanos foram vistos no céu sobre Bagdá logo após as explosões serem ouvidas.

Imagem via Israel I24 News.

Enquanto isso, a Reuters citou a polícia local dizendo que um foguete Katyusha atingiu a Zona Verde da Embaixada dos EUA. A agência de notícias citou anteriormente testemunhas dizendo que duas explosões foram ouvidas na capital iraquiana, mas não ficou claro imediatamente o que as causou.

  • Com informações Reuters e BBC via redação Orbis Defense Europe.

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Otan suspende atividades de treinamento militar no Iraque

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) suspendeu neste sábado (4), as operações de treinamento das forças de segurança no Iraque após a morte do general iraniano Qassim Suleimani, em ação dos EUA no país.

De acordo com o porta-voz da Otan, Dylan White, a missão continua, apesar da suspensão das atividades. A missão, ativa desde 2018, conta com centenas de soldados e treina as forças iraquianas a pedido do próprio Iraque para combater o grupo Estado Islâmico.

White informou que o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenber, conversou por telefone com o secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper, após a morte do general. “A Otan está monitorando a situação na região muito de perto. Permanecemos em contato próximo e regular com as autoridades americanas”, disse White.

Por temor de possíveis represálias, a coalizão internacional antijihadista liderada pelos Estados Unidos também reduziu suas operações e reforçou a segurança de suas bases no Iraque, informou uma autoridade americada em Bagdá.

Horas depois do ataque que resultou na morte do general iraniano, os Estados Unidos anunciaram o envio de mais 3,5 mil soldados à região.

Manifestação durante procissão fúnebre

Milhares de pessoas se reúnem neste sábado para a procissão fúnebre de Suleimini em Bagdá. A maioria veste preto e carrega bandeiras iraquianas e de outras milícias apoiadas pelo Irãi. Alguns ainda gritam “Morte à América” e queimam bandeiras dos Estados Unidos.

Suleimani foi o arquiteto da política regional do Irã e o responsável por mobilizar milícias no Iraque, na Síria e no Líbano, inclusive na guerra contra o grupo do Estado Islâmico. Ele também tem sido responsabilizado há quase duas décadas por ataques contra tropas e aliados americanos.

  • Com informações da AFP e EFE

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Aumento da tensão no Oriente Médio faz barril de petróleo fechar com alta de mais de 3%

Os preços do petróleo saltaram para seu maior nível em mais de três meses nesta sexta-feira, depois de os Estados Unidos matarem o principal comandante militar iraniano no Iraque, gerando preocupações de que a escalada dos conflitos na região possa afetar as ofertas globais de petróleo.

Um ataque aéreo no aeroporto de Bagdá matou o major-general Qassem Soleimani, arquiteto da crescente influência militar do Irã no Oriente Médio, levando o líder supremo da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, a jurar vingança.

O petróleo Brent fechou em alta de US$ 2,35 dólares, ou 3,6%, a US$ 68,60 por barril, após tocar máxima de US$ 69,50 na sessão, maior valor desde meados de setembro, quando instalações petrolíferas da Arábia Saudita sofreram ataques.

Já o petróleo dos EUA avançou US$ 1,87, ou 3,1%, para US$ 63,05 por barril. A máxima da sessão foi de US$ 64,09, o mais alto nível desde abril de 2019.

Um avanço contínuo do petróleo pode afetar o preço dos combustíveis no Brasil mas, segundo o presidente Jair Bolsonaro, a orientação é não interferir nas tarifas, mas buscar soluções para impedir um aumento.

Em nota, a Petrobras informa que segue com o processo de monitoramento do mercado intercional, acrescentando que, “de acordo com suas práticas de precificação vigentes, não há periodicidade pré-definida para a aplicação de reajustes”.

A empresa afirma ainda que seguirá acompanhando o mercado e decidirá oportunamente sobre os próximos ajustes nos preços.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que Soleimani planejava matar cidadãos norte-americanos.

As tensões entre EUA e Irã aumentaram no ano passado, quando Washington voltou a impor sanções contra Teerã, e foram exacerbadas por um ataque com mísseis e drones a instalações de petróleo da Saudi Aramco, pelo qual autoridades norte-americanas culparam o Irã.

A morte de Soleimani reacendeu as tensões, gerando preocupações quanto a um possível aperto na oferta de petróleo, embora o efeito do maior risco geopolítico permaneça incerto.

“O mercado está tentando avaliar se veremos uma interrupção de oferta”, disse Andy Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates.

“O Irã já viu suas exportações reduzidas aos volumes mínimos; eles têm pouco a perder em termos de exportação de petróleo.”

Mais de 840 mil contratos de primeiro mês do WTI trocaram de mãos, enquanto os volumes negociados do Brent superaram os 464 mil lotes –ambos em máximas desde os ataques à Arábia Saudita.

A embaixada dos EUA em Bagdá pediu nesta sexta-feira a todos os seus cidadãos que deixem o Iraque imediatamente devido à escalada nas tensões. Dessa forma, dezenas de norte-americanos que trabalham para petroleiras estrangeiras na cidade iraquiana de Basra se preparavam para sair do local, disseram fontes corporativas à Reuters.

Ainda assim, todos os campos de petróleo do país estão operando normalmente e produção e exportações não foram afetadas, de acordo com comunicado do Ministério do Petróleo do Iraque. O órgão acrescentou que cidadãos de outras nacionalidades não estão deixando o país.

O mercado futuro do petróleo já está começando a precificar um aperto das ofertas no curto prazo. O spread entre os contratos para dezembro de 2020 e dezembro de 2021 do petróleo dos EUA, bem como o spread correspondente para o Brent, dispararam para os maiores níveis desde outubro de 2018.

“Se a situação piorasse e as ofertas de petróleo fossem interrompidas, isso poderia gerar amplos impactos econômicos e no mercado financeiro por meio de uma forte alta nos preços do petróleo”, disse em nota o diretor de investimentos da UBS Global Wealth Management, Mark Haefele.

“No entanto, a capacidade ociosa da indústria de petróleo continua adequada (a capacidade não utilizada da Opep e da Rússia é de cerca de 3,3 milhões de barris por dia). E nós ainda esperamos um mercado com excesso de oferta em 2020”, ponderou.

Os preços também encontraram suporte em dados semanais divulgados pela Administração de Informação sobre Energia (AIE) dos EUA, que mostraram que os estoques de petróleo norte-americanos tiveram na semana passada sua maior redução desde junho.

Fonte: O Globo

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Brasil mantém neutralidade após ataque dos EUA a general iraniano

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (3) que o governo brasileiro não vai se manifestar sobre o ataque dos EUA, que resultou na morte do general Qassem Soleimani.

“Não tenho o poderio bélico que o americano tem para opinar neste momento. Se eu tivesse, opinaria”, disse o presidente na saída do hospital de Brasília após realizar visita a primeira-dama.

O presidente revelou ter se reunido com o ministro-chefe da Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, para avaliar a situação internacional após a ação militar norte-americana.”Conversamos e aprofundamos a conversa. Temos uma estratégia de como proceder no desenrolar dos fatos”, disse.

Itamaraty se manifesta por meio de nota

Em nota, emitida na noite desta sexta, o Itamaraty manifestou “apoio à luta contra o flagelo do terrorismo” e reiterou que a “luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”.

“O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento. O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul”, diz o texto.

Por fim, o texto afirma que o país “condena igualmente os ataques à embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país.

Perfil falso do Ministro da Defesa

Um perfil falso em uma rede social, do ministro da Defesa, foi compartilhado com um texto dizendo que o “Brasil não iria manter neutralidade”. Mas esta postagem fora logo desmentida pelo Ministério da Defesa, por meio de sua conta do twitter, explicando que o ministro “Não Possui possui conta pessoal no Twitter, e ele só utiliza a conta oficial do Ministério da Defesa”.

Perfil falso está sendo investigado pelo Ministério da Defesa

Entendendo os fatos

Comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani foi morto na quinta-feira (2) nos arredores do aeroporto de Bagdá. Soleimani era o comandante da unidade de elite Força Quds, uma brigada de forças especiais responsável por operações militares extraterritoriais do Irã que faz parte da Guarda Revolucionária Islâmica.

O governo dos EUA justificou a ação afirmando que as Forças Armadas do país “agiram defensivamente de forma decisiva, matando Qassem Soleimani para proteger os indivíduos americanos no exterior”.

O presidente Donald Trump ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani, anunciou o Pentágono em um comunicado. Na nota, o Pentágono disse que Soleimani estava “ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviço norte-americanos no Iraque e em toda a região”.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, respondeu que o país preparará uma “retaliação severa” pelo ataque.

  • Com agências internacionais, Ministério da Defesa e Ministério das Relações Exteriores

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Site de recrutamento militar dos EUA congestionado em acessos após risco de guerra com o Irã

No dia 03 de janeiro, o site do Sistema de Serviço Seletivo (alistamento militar voluntario) ficou inoperante devido ao tráfego excessivo de acessos. Muitos outros sites de informações sobre alistamento e carreiras militares também ficaram saturados de acessos, mas somente o site do U.S. SSS acabou travando por congestionamento de acessos devido ao gigantesco fluxo.

Aparentemente, um certo pânico e também muita euforia se espalharam pelos Estados Unidos e até pelo mundo. De fato, após a operação americana no Iraque em 3 de janeiro, durante a qual o general Qassem Soleimani , chefe da força al-Quds (ramo da Guarda Revolucionária responsável por operações externas) foi neutralizado, o site do Sistema de Serviço Seletivo (SSS), uma agência governamental que gerencia o recrutamento nos Estados Unidos, ficou inacessível.

No Twitter, o U.S. SSS afirmou que “após a disseminação de muita desinformação, nosso site está passando por um tráfego muito alto”, acrescentando que “se você tentar registrar ou verificar seu registro, volte mais tarde em durante o dia, porque estamos trabalhando para resolver esse problema ”.

De fato, após a intervenção americana , o boato de um conflito aberto com o Irã se espalhou como fogo nas redes sociais, de modo que as palavras-chave ” WorldWarIII ” (Terceira Guerra Mundial) ou” TrumpsWar ” (Guerra de Trump) há muito tempo ocupa o primeiro lugar no Twitter e outras redes sociais.

O site do SSS ainda estava inacessível, em 4 de janeiro às 11h. Se o serviço militar obrigatório desapareceu em 1973, os Estados Unidos preferiram a estruturação de  um exército profissional composto por voluntários, mas o U.S. SSS continuava em serviço, promovendo o alistamento para homens de 18 a 25 anos, que são obrigados a registrarem-se, caso a convocação deva ser ativada.

Mas no Twitter , o SSS lembrou que “no caso de uma emergência nacional ou estado de guerra exigir o uso de recrutamento, o Congresso e o presidente devem adotar legislação oficial para autorizar esse recrutamento”, e isso seria divulgado publicamente.

Em caso de guerra com o Irã, o recrutamento para os inscritos no SSS só poderia ser reativado depois de ter recebido a aprovação de Donald Trump e eleito do Senado, bem como os da Câmara dos Deputados, que não parece não estar na agenda.

  • Com informações Associated Press e U.S. Selective Service via redação Orbis Defense Europe.

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